A especialista Glauce Fonçatti ressalta que empresários e gestores devem estruturar desde já políticas internas e planos de contingência
A aprovação pelo Senado do projeto que amplia a licença-paternidade no Brasil marca um avanço relevante na política de proteção à família e no reconhecimento do papel do pai nos primeiros dias de vida do filho. O texto aprovado amplia o período atual de cinco dias para até 20 dias e cria o chamado “salário-paternidade”, benefício pago pela Previdência Social, garantindo ao trabalhador remuneração integral durante o afastamento. Agora, a proposta segue para sanção presidencial.
Do ponto de vista social, a medida é um avanço importante. Entretanto, na avaliação da advogada Glauce Fonçatti, especialista em direito do trabalho, a mudança traz desafios para os empresários. “A ampliação da licença-paternidade é um avanço importante para a saúde mental do pai e para o equilíbrio familiar. A presença do pai nos primeiros dias de vida da criança fortalece vínculos afetivos, contribui para a divisão de responsabilidades e ajuda a reduzir a sobrecarga emocional e física da mãe no período pós-parto”, pondera.
O direito será garantido em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, mantendo o vínculo empregatício e a remuneração do trabalhador durante o período de afastamento.
Ainda segundo Glauce, a medida pode contribuir para uma cultura corporativa mais alinhada com as demandas contemporâneas de bem-estar e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. “Ao reconhecer o papel ativo do pai na estrutura familiar, a legislação reforça a ideia de parentalidade compartilhada e incentiva relações familiares mais saudáveis”, analisa.
Gestão de desafios
Na prática, a mudança será implementada de forma gradual. Caso sancionada, a nova regra começa a valer em 2027 com licença de 10 dias, passando para 15 dias em 2028 e chegando a 20 dias a partir de 2029.
Outro ponto importante da proposta é a criação do salário-paternidade dentro do sistema previdenciário. O trabalhador continuará recebendo o salário normalmente, mas o custo será compensado pela Previdência Social – modelo semelhante ao que já ocorre com o salário-maternidade. Isso reduz o impacto direto sobre as empresas, embora a ausência do funcionário continue exigindo ajustes operacionais.
Sendo assim, a advogada destaca que a mudança traz desafios práticos para o ambiente empresarial, especialmente para pequenas e médias empresas. “Mesmo com o custeio do benefício pela Previdência, a ausência de profissionais por até 20 dias exigirá reorganização de equipes, redistribuição de tarefas e planejamento de substituições temporárias”.
Isso faz com que, segundo a especialista, empresários e gestores devam estruturar desde já políticas internas e planos de contingência, reforçando a necessidade de gestão estratégica nas empresas.
“Mapear funções críticas, prever escalas e investir em equipes multifuncionais pode ser essencial para evitar impactos na produtividade quando o afastamento ocorrer. Quando acompanhada de planejamento e organização, a medida tem potencial para gerar benefícios não apenas para as famílias, mas, também, para ambientes de trabalho mais humanos, equilibrados e sustentáveis”, conclui.
Licença-paternidade é avanço social, mas representa desafios, avalia advogada
A especialista Glauce Fonçatti ressalta que empresários e gestores devem estruturar desde já políticas internas e planos de contingência
A aprovação pelo Senado do projeto que amplia a licença-paternidade no Brasil marca um avanço relevante na política de proteção à família e no reconhecimento do papel do pai nos primeiros dias de vida do filho. O texto aprovado amplia o período atual de cinco dias para até 20 dias e cria o chamado “salário-paternidade”, benefício pago pela Previdência Social, garantindo ao trabalhador remuneração integral durante o afastamento. Agora, a proposta segue para sanção presidencial.
Do ponto de vista social, a medida é um avanço importante. Entretanto, na avaliação da advogada Glauce Fonçatti, especialista em direito do trabalho, a mudança traz desafios para os empresários. “A ampliação da licença-paternidade é um avanço importante para a saúde mental do pai e para o equilíbrio familiar. A presença do pai nos primeiros dias de vida da criança fortalece vínculos afetivos, contribui para a divisão de responsabilidades e ajuda a reduzir a sobrecarga emocional e física da mãe no período pós-parto”, pondera.
O direito será garantido em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, mantendo o vínculo empregatício e a remuneração do trabalhador durante o período de afastamento.
Ainda segundo Glauce, a medida pode contribuir para uma cultura corporativa mais alinhada com as demandas contemporâneas de bem-estar e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. “Ao reconhecer o papel ativo do pai na estrutura familiar, a legislação reforça a ideia de parentalidade compartilhada e incentiva relações familiares mais saudáveis”, analisa.
Gestão de desafios
Na prática, a mudança será implementada de forma gradual. Caso sancionada, a nova regra começa a valer em 2027 com licença de 10 dias, passando para 15 dias em 2028 e chegando a 20 dias a partir de 2029.
Outro ponto importante da proposta é a criação do salário-paternidade dentro do sistema previdenciário. O trabalhador continuará recebendo o salário normalmente, mas o custo será compensado pela Previdência Social – modelo semelhante ao que já ocorre com o salário-maternidade. Isso reduz o impacto direto sobre as empresas, embora a ausência do funcionário continue exigindo ajustes operacionais.
Sendo assim, a advogada destaca que a mudança traz desafios práticos para o ambiente empresarial, especialmente para pequenas e médias empresas. “Mesmo com o custeio do benefício pela Previdência, a ausência de profissionais por até 20 dias exigirá reorganização de equipes, redistribuição de tarefas e planejamento de substituições temporárias”.
Isso faz com que, segundo a especialista, empresários e gestores devam estruturar desde já políticas internas e planos de contingência, reforçando a necessidade de gestão estratégica nas empresas.
“Mapear funções críticas, prever escalas e investir em equipes multifuncionais pode ser essencial para evitar impactos na produtividade quando o afastamento ocorrer. Quando acompanhada de planejamento e organização, a medida tem potencial para gerar benefícios não apenas para as famílias, mas, também, para ambientes de trabalho mais humanos, equilibrados e sustentáveis”, conclui.
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