João Marcello Furtado, pesquisador e professor da USP de Ribeirão Preto, esteve em Genebra, na Suíça, para discutir os próximos passos das políticas globais de saúde ocular
João Marcello Furtado | Crédito: Divulgação/USP
Atuante no campus da USP de Ribeirão Preto, o professor João Marcello Furtado, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), participou de uma série de reuniões internacionais na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, como representante da região das Américas na discussão dos próximos passos das políticas globais de saúde ocular.
A presença de um pesquisador brasileiro permitiu levar às discussões internacionais as particularidades da América Latina e do Caribe, região marcada por grandes diferenças econômicas, territoriais e de acesso aos serviços de saúde. “A saúde ocular precisa estar cada vez mais integrada à atenção primária, para melhorar o acesso e a qualidade dos serviços. Esse avanço deve ocorrer com atenção especial às populações vulneráveis, que ainda enfrentam maiores barreiras para receber o cuidado adequado”, afirmou o médico oftalmologista.
Ele desenvolve pesquisas nas áreas de saúde pública ocular e saúde ocular de populações vulneráveis. Entre os temas estudados, estão as barreiras enfrentadas por pessoas em situação de rua e por populações indígenas para realizar exames, receber diagnóstico e chegar ao tratamento adequado. Em 2020, Furtado foi premiado pela Associação para Pesquisa em Visão e Oftalmologia (sigla ARVO, em inglês), pela sua contribuição e dedicação para o avanço da pesquisa na oftalmologia. A ARVO é uma das maiores entidades de pesquisa oftalmológica do mundo.
Os encontros em Genebra reuniram especialistas, pesquisadores e organizações de diferentes países a fim de discutir estratégias para ampliação do acesso a óculos e serviços oftalmológicos, integração do cuidado visual à atenção primária e orientação de políticas públicas internacionais. No total, foram três grupos de discussão que contaram com a participação do médico oftalmologista de Ribeirão Preto.
O 1º foi o Strategic and Technical Advisory Group (STAG), que avaliou o andamento das ações e recomenda estratégias para ampliar, nos países envolvidos, o diagnóstico e a correção dos erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, além de discutir o acesso ao cuidado para a presbiopia, alteração da visão para perto associada ao envelhecimento.
Furtado participou ainda de uma reunião sobre a iniciativa da OMS SPECS 2030, que tem o objetivo de ampliar o acesso a cuidados oftalmológicos; e integrou o grupo da Global SPECS Network, uma rede que articula diferentes setores, a fim de favorecer o intercâmbio de conhecimentos e desenvolver ações conjuntas de mobilização em torno do acesso aos cuidados.
Novo retrato mundial da saúde ocular
Como resultado da consulta desses profissionais, o relatório deverá reunir evidências sobre a situação da saúde ocular no mundo, apontar desigualdades, identificar tendências e oferecer subsídios para governos e organizações planejarem serviços e políticas públicas.
Pelo menos 2,2 bilhões de pessoas apresentam alguma deficiência para enxergar | Créditos: Freepik
Durante os encontros, os especialistas analisaram o andamento da publicação, revisaram sua proposta de estrutura e abrangência, e apresentaram contribuições sobre lacunas de informação, tendências emergentes e experiências que poderão ser destacadas. Também foram discutidas estratégias para que os resultados sejam efetivamente utilizados pelos países.
A nova publicação dará continuidade ao Relatório Mundial sobre a Visão (World Report on Vision), divulgado pela OMS em 2019. Aquele documento ajudou a estabelecer uma agenda internacional baseada na integração da saúde ocular à atenção primária, na articulação entre diferentes serviços e setores e na inclusão do cuidado visual nos planos gerais de saúde.
O desafio permanece expressivo, visto que, pelas informações das reuniões, pelo menos 2,2 bilhões de pessoas apresentam alguma deficiência para enxergar de perto ou de longe. Em pelo menos 1 bilhão desses casos, o problema poderia ter sido evitado ou ainda não recebeu o cuidado necessário. Entre as pessoas com deficiência visual ou cegueira não atendidas, 90% vivem em países de baixa e média renda.
Professor de Ribeirão Preto representa as Américas em grupo de estudo da OMS
João Marcello Furtado, pesquisador e professor da USP de Ribeirão Preto, esteve em Genebra, na Suíça, para discutir os próximos passos das políticas globais de saúde ocular
Atuante no campus da USP de Ribeirão Preto, o professor João Marcello Furtado, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), participou de uma série de reuniões internacionais na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, como representante da região das Américas na discussão dos próximos passos das políticas globais de saúde ocular.
A presença de um pesquisador brasileiro permitiu levar às discussões internacionais as particularidades da América Latina e do Caribe, região marcada por grandes diferenças econômicas, territoriais e de acesso aos serviços de saúde. “A saúde ocular precisa estar cada vez mais integrada à atenção primária, para melhorar o acesso e a qualidade dos serviços. Esse avanço deve ocorrer com atenção especial às populações vulneráveis, que ainda enfrentam maiores barreiras para receber o cuidado adequado”, afirmou o médico oftalmologista.
Ele desenvolve pesquisas nas áreas de saúde pública ocular e saúde ocular de populações vulneráveis. Entre os temas estudados, estão as barreiras enfrentadas por pessoas em situação de rua e por populações indígenas para realizar exames, receber diagnóstico e chegar ao tratamento adequado. Em 2020, Furtado foi premiado pela Associação para Pesquisa em Visão e Oftalmologia (sigla ARVO, em inglês), pela sua contribuição e dedicação para o avanço da pesquisa na oftalmologia. A ARVO é uma das maiores entidades de pesquisa oftalmológica do mundo.
Os encontros em Genebra reuniram especialistas, pesquisadores e organizações de diferentes países a fim de discutir estratégias para ampliação do acesso a óculos e serviços oftalmológicos, integração do cuidado visual à atenção primária e orientação de políticas públicas internacionais. No total, foram três grupos de discussão que contaram com a participação do médico oftalmologista de Ribeirão Preto.
O 1º foi o Strategic and Technical Advisory Group (STAG), que avaliou o andamento das ações e recomenda estratégias para ampliar, nos países envolvidos, o diagnóstico e a correção dos erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, além de discutir o acesso ao cuidado para a presbiopia, alteração da visão para perto associada ao envelhecimento.
Furtado participou ainda de uma reunião sobre a iniciativa da OMS SPECS 2030, que tem o objetivo de ampliar o acesso a cuidados oftalmológicos; e integrou o grupo da Global SPECS Network, uma rede que articula diferentes setores, a fim de favorecer o intercâmbio de conhecimentos e desenvolver ações conjuntas de mobilização em torno do acesso aos cuidados.
Novo retrato mundial da saúde ocular
Como resultado da consulta desses profissionais, o relatório deverá reunir evidências sobre a situação da saúde ocular no mundo, apontar desigualdades, identificar tendências e oferecer subsídios para governos e organizações planejarem serviços e políticas públicas.
Durante os encontros, os especialistas analisaram o andamento da publicação, revisaram sua proposta de estrutura e abrangência, e apresentaram contribuições sobre lacunas de informação, tendências emergentes e experiências que poderão ser destacadas. Também foram discutidas estratégias para que os resultados sejam efetivamente utilizados pelos países.
A nova publicação dará continuidade ao Relatório Mundial sobre a Visão (World Report on Vision), divulgado pela OMS em 2019. Aquele documento ajudou a estabelecer uma agenda internacional baseada na integração da saúde ocular à atenção primária, na articulação entre diferentes serviços e setores e na inclusão do cuidado visual nos planos gerais de saúde.
O desafio permanece expressivo, visto que, pelas informações das reuniões, pelo menos 2,2 bilhões de pessoas apresentam alguma deficiência para enxergar de perto ou de longe. Em pelo menos 1 bilhão desses casos, o problema poderia ter sido evitado ou ainda não recebeu o cuidado necessário. Entre as pessoas com deficiência visual ou cegueira não atendidas, 90% vivem em países de baixa e média renda.
* Com informações do Jornal da USP
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