Na Incubadora Supera Parque de Inovação e Tecnologia, 52% dos cargos de liderança são femininos, contrapondo a média nacional de 15,7%
No Brasil, existem 12 mil empreendimentos em tecnologia e inovação, dos quais somente 15,7% possui liderança feminina, segundo dados da Associação Brasileira de Startups. Mas, em Ribeirão Preto, uma parceria entre a USP, a Prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo faz com que a realidade seja bem diferente: no Supera Parque de Inovação e Tecnologia, 52% das 321 startups hospedadas ali são geridas por mulheres.
Fundadora e CEO da Dr. Fisiologia, que atua na comunicação na área da saúde, Renata Steinbach observa que a disparidade entre as médias nacional e regional pode ser atribuída à presença significativa de startups na área da saúde (78). “O Supera Parque fica na USP, que abriga a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e o Hospital das Clínicas (HC-FMRP), o que faz da cidade um polo na área da saúde. Paralelamente, temos uma presença maior de mulheres em cursos de graduação e até de pós-graduação, o que gera um ambiente propício para o surgimento de empreendedoras”, afirma.
Liderança regional
Já Melina Cais, líder do Setor de Agronegócios do Supera Parque, que conta com 58 startups, cita alguns dos incentivos oferecidos pelo Supera que contribuem para a média elevada de líderes mulheres. “Há pelo menos 40 mulheres em posições de liderança significativas no Supera, e a relevância da questão de gênero é inegável nos debates conduzidos pelo polo de tecnologia e inovação”.
Em 2018, o Supera Parque criou o “Projeto Juntas” com o propósito de aumentar a representatividade das mulheres no ecossistema empreendedor. “Trabalhamos incansavelmente para promover uma representação de gênero igualitária. Nosso foco está em criar oportunidades de visibilidade para essas mulheres, estabelecer conexões valiosas, desenvolver habilidades essenciais no mercado empreendedor e, acima de tudo, fazer com que sejam proativas em iniciativas que fomentem e incentivem o protagonismo feminino no mundo do empreendedorismo”, conta Melina.
O Projeto Juntas tem três pilares:
Desenvolvimento de uma rede de apoio, para criar um ambiente seguro e acolhedor para as mulheres, permitindo que elas se expressem livremente no ambiente de trabalho.
Comunicação Representativa, que visa aumentar não apenas o número, mas também a participação ativa das mulheres no Supera Parque, para garantir que suas vozes sejam ouvidas e valorizadas.
Pesquisa e desenvolvimento, no qual são coletadas, analisadas e compartilhadas informações sobre as condições das mulheres nos ambientes de trabalho.
Apesar dos incentivos, as empreendedoras reconhecem a caminhada árdua para chegar à liderança de uma startup e Renata acredita que a sobrecarga de responsabilidades sobre a mulher – social, cultural e histórica – para que ela equilibre a vida pessoal, o trabalho e a família, intensifica os desafios.
Mas Milena considera que a essência empreendedora está intrínseca a todas as mulheres. “A capacidade de tomar a iniciativa, realizar o que muitos consideraram impossível e equilibrar múltiplas tarefas está no cerne de cada mulher. A curiosidade, a determinação e a vontade de arriscar são qualidades inerentes, que nos impulsionaram a alcançar nosso espaço na sociedade”.
*Com informações do Jornal da USP, em texto escrito por Julia Valeri, sob supervisão de Ferraz Junior
Startups de RP têm mais mulheres na liderança que média nacional
Na Incubadora Supera Parque de Inovação e Tecnologia, 52% dos cargos de liderança são femininos, contrapondo a média nacional de 15,7%
No Brasil, existem 12 mil empreendimentos em tecnologia e inovação, dos quais somente 15,7% possui liderança feminina, segundo dados da Associação Brasileira de Startups. Mas, em Ribeirão Preto, uma parceria entre a USP, a Prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo faz com que a realidade seja bem diferente: no Supera Parque de Inovação e Tecnologia, 52% das 321 startups hospedadas ali são geridas por mulheres.
Fundadora e CEO da Dr. Fisiologia, que atua na comunicação na área da saúde, Renata Steinbach observa que a disparidade entre as médias nacional e regional pode ser atribuída à presença significativa de startups na área da saúde (78). “O Supera Parque fica na USP, que abriga a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e o Hospital das Clínicas (HC-FMRP), o que faz da cidade um polo na área da saúde. Paralelamente, temos uma presença maior de mulheres em cursos de graduação e até de pós-graduação, o que gera um ambiente propício para o surgimento de empreendedoras”, afirma.
Liderança regional
Já Melina Cais, líder do Setor de Agronegócios do Supera Parque, que conta com 58 startups, cita alguns dos incentivos oferecidos pelo Supera que contribuem para a média elevada de líderes mulheres. “Há pelo menos 40 mulheres em posições de liderança significativas no Supera, e a relevância da questão de gênero é inegável nos debates conduzidos pelo polo de tecnologia e inovação”.
Em 2018, o Supera Parque criou o “Projeto Juntas” com o propósito de aumentar a representatividade das mulheres no ecossistema empreendedor. “Trabalhamos incansavelmente para promover uma representação de gênero igualitária. Nosso foco está em criar oportunidades de visibilidade para essas mulheres, estabelecer conexões valiosas, desenvolver habilidades essenciais no mercado empreendedor e, acima de tudo, fazer com que sejam proativas em iniciativas que fomentem e incentivem o protagonismo feminino no mundo do empreendedorismo”, conta Melina.
O Projeto Juntas tem três pilares:
Apesar dos incentivos, as empreendedoras reconhecem a caminhada árdua para chegar à liderança de uma startup e Renata acredita que a sobrecarga de responsabilidades sobre a mulher – social, cultural e histórica – para que ela equilibre a vida pessoal, o trabalho e a família, intensifica os desafios.
Mas Milena considera que a essência empreendedora está intrínseca a todas as mulheres. “A capacidade de tomar a iniciativa, realizar o que muitos consideraram impossível e equilibrar múltiplas tarefas está no cerne de cada mulher. A curiosidade, a determinação e a vontade de arriscar são qualidades inerentes, que nos impulsionaram a alcançar nosso espaço na sociedade”.
*Com informações do Jornal da USP, em texto escrito por Julia Valeri, sob supervisão de Ferraz Junior
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