Já está na hora de acabar o papel de advogado “apagador de incêndios”. O direito não serve apenas para resolver brigas, ele serve para evitá-las
Por Giuliane Restini Vecchi Marques*
Quem empreende no Brasil sabe que a rotina, muitas vezes, parece uma sucessão interminável de incêndios a serem apagados. Problemas com fornecedores, dúvidas trabalhistas, contratos mal executados, dentre tantas situações que desgastam ainda mais a jornada já atribulada do empresário. E, quase sempre, o advogado é visto como o “bombeiro”, acionado quando as chamas já estão altas e o prejuízo é iminente.
Mas o mundo dos negócios mudou e a advocacia empresarial também. Hoje, as empresas que mais crescem e se mantêm sólidas no mercado são aquelas que entenderam uma regra de ouro: o direito não serve apenas para resolver brigas; ele serve para evitá-las.
A imagem do advogado encastelado em um escritório rodeado de processos físicos ficou no passado. A nova Era do Direito Empresarial está voltada à gestão e a estratégia. Uma visão preventiva, na qual o foco está na estruturação de processos internos que tragam segurança jurídica desde o primeiro minuto de uma negociação.
Para o empreendedor, o Direito Empresarial deve funcionar como um braço das “Operações Legais” (a famigerada “Legal Ops”). Isso significa olhar para os contratos não como uma pilha de burocracia, mas como instrumentos vivos que definem as regras do jogo. Quando a operação é revisada com olhar de prevenção, a consequência não é meramente jurídica, mas econômica e impacta diretamente o caixa da empresa.
Ribeirão Preto é um polo de empreendedorismo, inovação e agronegócio. A agilidade seja talvez uma das grandes características do setor. No entanto, agilidade sem segurança é temeridade. O papel da assessoria jurídica moderna é dar “sinal verde” para o crescimento. Quando o empresário sabe que sua base está protegida – a exemplo de marcas registradas, dados de clientes resguardados e parcerias bem amarradas –, ele tem muito mais confiança para investir e expandir.
O convite que faço ao leitor é mudar a perspectiva. O sucesso de um negócio não se mede apenas pelo faturamento, mas pela sua capacidade de ser sustentável em longo prazo. E a sustentabilidade passa, obrigatoriamente, por uma governança jurídica eficiente.
Um excelente advogado nem sempre é aquele que ganha a maior causa no tribunal, mas, com certeza, o que constrói um caminho tão seguro que a empresa sequer precisa chegar lá. Afinal, no xadrez dos negócios, o melhor lance é aquele que antecipa o movimento do adversário e protege o seu rei.
A prevenção é o melhor investimento
Já está na hora de acabar o papel de advogado “apagador de incêndios”. O direito não serve apenas para resolver brigas, ele serve para evitá-las
Por Giuliane Restini Vecchi Marques*
Quem empreende no Brasil sabe que a rotina, muitas vezes, parece uma sucessão interminável de incêndios a serem apagados. Problemas com fornecedores, dúvidas trabalhistas, contratos mal executados, dentre tantas situações que desgastam ainda mais a jornada já atribulada do empresário. E, quase sempre, o advogado é visto como o “bombeiro”, acionado quando as chamas já estão altas e o prejuízo é iminente.
Mas o mundo dos negócios mudou e a advocacia empresarial também. Hoje, as empresas que mais crescem e se mantêm sólidas no mercado são aquelas que entenderam uma regra de ouro: o direito não serve apenas para resolver brigas; ele serve para evitá-las.
A imagem do advogado encastelado em um escritório rodeado de processos físicos ficou no passado. A nova Era do Direito Empresarial está voltada à gestão e a estratégia. Uma visão preventiva, na qual o foco está na estruturação de processos internos que tragam segurança jurídica desde o primeiro minuto de uma negociação.
Para o empreendedor, o Direito Empresarial deve funcionar como um braço das “Operações Legais” (a famigerada “Legal Ops”). Isso significa olhar para os contratos não como uma pilha de burocracia, mas como instrumentos vivos que definem as regras do jogo. Quando a operação é revisada com olhar de prevenção, a consequência não é meramente jurídica, mas econômica e impacta diretamente o caixa da empresa.
Ribeirão Preto é um polo de empreendedorismo, inovação e agronegócio. A agilidade seja talvez uma das grandes características do setor. No entanto, agilidade sem segurança é temeridade. O papel da assessoria jurídica moderna é dar “sinal verde” para o crescimento. Quando o empresário sabe que sua base está protegida – a exemplo de marcas registradas, dados de clientes resguardados e parcerias bem amarradas –, ele tem muito mais confiança para investir e expandir.
O convite que faço ao leitor é mudar a perspectiva. O sucesso de um negócio não se mede apenas pelo faturamento, mas pela sua capacidade de ser sustentável em longo prazo. E a sustentabilidade passa, obrigatoriamente, por uma governança jurídica eficiente.
Um excelente advogado nem sempre é aquele que ganha a maior causa no tribunal, mas, com certeza, o que constrói um caminho tão seguro que a empresa sequer precisa chegar lá. Afinal, no xadrez dos negócios, o melhor lance é aquele que antecipa o movimento do adversário e protege o seu rei.
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