As Dolomitas, no norte da Itália, são Patrimônio Mundial da Unesco e reúnem cenários que praticamente se vendem sozinhos nas redes
Por Salma Tannure*
Enquanto Roma, Veneza e a Toscana seguem dominando os roteiros clássicos pela Itália, um outro cenário vem ganhando espaço nas redes sociais e nos catálogos de operadoras: as Dolomitas, a cadeia de montanhas italianas, na fronteira com a Áustria. Picos de rocha clara, lagos de um azul quase irreal e vilarejos alpinos que parecem cenário de filme fazem da região um dos destinos mais fotografados da Europa. Mas o que explica esse pico de interesse justamente agora?
O gatilho principal tem nome e data: Cortina d’Ampezzo, conhecida como a rainha das Dolomitas, e que foi uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, ao lado de Milão. A cidade já tinha recebido a Olimpíada em 1956, mas essa repetição trouxe uma onda de investimento em infraestrutura, nova malha viária, teleféricos modernizados, hotelaria renovada, que deixou a região mais fácil de visitar e muito mais visível internacionalmente.
Destinos-sede de Olimpíadas de Inverno costumam manter a curva de buscas e reservas em alta por anos depois do evento – e tudo indica que será assim com as Dolomitas. Mas o destino já tinha tudo para viralizar, Olimpíada ou não.
Razões não faltam
As Dolomitas são Patrimônio Mundial da Unesco e reúnem cenários que praticamente se vendem sozinhos nas redes: o Lago di Braies, com seus barquinhos de madeira parados na água; o mirante das Tre Cime di Lavaredo; os vales floridos de Val Gardena e Val di Funes. É esse tipo de paisagem que explica porque tantos criadores de conteúdo de viagem vêm replicando essas imagens.
Também pesa a favor o custo-benefício. Comparadas aos Alpes Suíços, as Dolomitas costumam sair bem mais em conta, tanto em hospedagem quanto em alimentação, ainda que os preços subam em Alta Badia, reduto de hotéis com estrelas Michelin. Para quem busca a estética alpina sem pagar o preço da Suíça, esse é um argumento decisivo.
E a região encaixa fácil num roteiro maior pela Itália. As Dolomitas funcionam bem como complemento de viagem, não como destino isolado. A cadeia de montanhas italianas fica a poucas horas de Veneza, Verona e Milão, o que permite combiná-la com uma passagem mais tradicional pelo país, uma opção interessante para quem já conhece a Itália clássica e busca algo diferente.
O destino tem duas personalidades bem distintas. No verão, de final de junho a setembro, é a temporada de trilhas de todos os níveis, lagos, refúgios de montanha abertos e o fenômeno da Enrosadira, quando as rochas de dolomita ganham tons de rosa e laranja ao amanhecer e ao entardecer. No inverno, de dezembro a março, é esqui e snowboard na Dolomiti Superski, uma das maiores áreas esquiáveis do mundo, com mais de 1.200km de pistas interligadas.
A dica de ouro é reservar o estacionamento com antecedência. Na alta temporada, de junho a setembro, o acesso de carro ao Lago di Braies e à trilha das Tre Cime é controlado, e sem reserva online não é possível chegar de carro. A recomendação é reservar a vaga ou o horário do ônibus com antecedência, ou chegar antes das 9h para evitar o controle. Vale levar também dinheiro em espécie, visto que os refúgios mais remotos nem sempre aceitam cartão.
Salma Tannure | Crédito: Érico Andrade
Vale também conhecer o destino antes que fique ainda mais concorrido. A Olimpíada deve intensificar o movimento nos próximos anos, e a paisagem, mesmo já onipresente nas redes, segue sendo um dos cenários mais completos da Europa em termos de natureza, trilhas e cultura alpina. Para quem está planejando uma viagem para a itália, as Dolomitas têm argumentos de sobra para entrar no roteiro.
* Salma Tannure é diretora comercial da Flytour Serviços de Viagens do Iguatemi Ribeirão Preto, especialista em curadoria e gestão de roteiros personalizados, com vivência e experiência em mais de 30 países.
Por que as montanhas italianas são o destino do momento?
As Dolomitas, no norte da Itália, são Patrimônio Mundial da Unesco e reúnem cenários que praticamente se vendem sozinhos nas redes
Por Salma Tannure*
Enquanto Roma, Veneza e a Toscana seguem dominando os roteiros clássicos pela Itália, um outro cenário vem ganhando espaço nas redes sociais e nos catálogos de operadoras: as Dolomitas, a cadeia de montanhas italianas, na fronteira com a Áustria. Picos de rocha clara, lagos de um azul quase irreal e vilarejos alpinos que parecem cenário de filme fazem da região um dos destinos mais fotografados da Europa. Mas o que explica esse pico de interesse justamente agora?
O gatilho principal tem nome e data: Cortina d’Ampezzo, conhecida como a rainha das Dolomitas, e que foi uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, ao lado de Milão. A cidade já tinha recebido a Olimpíada em 1956, mas essa repetição trouxe uma onda de investimento em infraestrutura, nova malha viária, teleféricos modernizados, hotelaria renovada, que deixou a região mais fácil de visitar e muito mais visível internacionalmente.
Destinos-sede de Olimpíadas de Inverno costumam manter a curva de buscas e reservas em alta por anos depois do evento – e tudo indica que será assim com as Dolomitas. Mas o destino já tinha tudo para viralizar, Olimpíada ou não.
Razões não faltam
As Dolomitas são Patrimônio Mundial da Unesco e reúnem cenários que praticamente se vendem sozinhos nas redes: o Lago di Braies, com seus barquinhos de madeira parados na água; o mirante das Tre Cime di Lavaredo; os vales floridos de Val Gardena e Val di Funes. É esse tipo de paisagem que explica porque tantos criadores de conteúdo de viagem vêm replicando essas imagens.
Também pesa a favor o custo-benefício. Comparadas aos Alpes Suíços, as Dolomitas costumam sair bem mais em conta, tanto em hospedagem quanto em alimentação, ainda que os preços subam em Alta Badia, reduto de hotéis com estrelas Michelin. Para quem busca a estética alpina sem pagar o preço da Suíça, esse é um argumento decisivo.
E a região encaixa fácil num roteiro maior pela Itália. As Dolomitas funcionam bem como complemento de viagem, não como destino isolado. A cadeia de montanhas italianas fica a poucas horas de Veneza, Verona e Milão, o que permite combiná-la com uma passagem mais tradicional pelo país, uma opção interessante para quem já conhece a Itália clássica e busca algo diferente.
O destino tem duas personalidades bem distintas. No verão, de final de junho a setembro, é a temporada de trilhas de todos os níveis, lagos, refúgios de montanha abertos e o fenômeno da Enrosadira, quando as rochas de dolomita ganham tons de rosa e laranja ao amanhecer e ao entardecer. No inverno, de dezembro a março, é esqui e snowboard na Dolomiti Superski, uma das maiores áreas esquiáveis do mundo, com mais de 1.200km de pistas interligadas.
A dica de ouro é reservar o estacionamento com antecedência. Na alta temporada, de junho a setembro, o acesso de carro ao Lago di Braies e à trilha das Tre Cime é controlado, e sem reserva online não é possível chegar de carro. A recomendação é reservar a vaga ou o horário do ônibus com antecedência, ou chegar antes das 9h para evitar o controle. Vale levar também dinheiro em espécie, visto que os refúgios mais remotos nem sempre aceitam cartão.
Vale também conhecer o destino antes que fique ainda mais concorrido. A Olimpíada deve intensificar o movimento nos próximos anos, e a paisagem, mesmo já onipresente nas redes, segue sendo um dos cenários mais completos da Europa em termos de natureza, trilhas e cultura alpina. Para quem está planejando uma viagem para a itália, as Dolomitas têm argumentos de sobra para entrar no roteiro.
* Salma Tannure é diretora comercial da Flytour Serviços de Viagens do Iguatemi Ribeirão Preto, especialista em curadoria e gestão de roteiros personalizados, com vivência e experiência em mais de 30 países.
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