Voltar de uma travessia por três países da Ásia é compreender que o verdadeiro luxo contemporâneo reside na oportunidade de vivenciar o extraordinário
Por Salma Tannure*
Há viagens que mudam nossos roteiros e há viagens que mudam nossa percepção do mundo. Minha mais recente travessia pelo Sudeste Asiático pertence, sem dúvidas, à 2ª categoria. Ficar vários dias imersa entre o Vietnã, o Camboja e a Tailândia foi como folhear um livro vivo, no qual cada parada revelou uma nova cor e uma sabedoria ancestral. Para quem busca uma experiência que combine luxo autêntico, imersão cultural e desconexão da rotina, explico como cada uma dessas paradas construiu uma jornada inesquecível.
A viagem começou em Hanói, uma capital vibrante, onde a tradição milenar encontra a influência colonial francesa de forma poética. Caminhar pelas ruas do Old Quarter nos me levou a refúgios espirituais como o Templo da Literatura (Van Mieu), a secular Pagoda Tran Quoc à beira do Lago do Oeste e o icônico Templo Ngoc Son, localizado no centro do Lago Hoan Kiem e criando uma atmosfera envolvente e cheia de personalidade.
Seguindo para o norte do Vietnã, Halong Bay surgiu como um cenário quase surreal e contemplativo. Navegar entre suas milhares de ilhas e rochedos calcários emergindo de águas esmeralda proporcionou uma verdadeira sensação de paz, revelando formações místicas como a caverna Sung Sot (Caverna das Surpresas) e o Templo Cua Van, um santuário flutuante dedicado à proteção dos pescadores.
Despertar a bordo de um cruzeiro boutique cercado por essa névoa é um daqueles momentos de puro deslumbre que redefinem a ideia de calma e contato com a natureza.
Em direção ao centro do país, Hue revelou o lado mais solene e imponente da história vietnamita. Antiga capital imperial, a cidade guarda palácios, muralhas e monumentos sagrados ao longo do Rio dos Perfumes, com destaque para a imponente Pagoda Thien Mu, o Templo de Literatura de Hue e os complexos das Tumbas Reais de Tu Duc e Khai Dinh. É um destino onde o tempo parece caminhar mais devagar, convidando à contemplação do passado glorioso da dinastia Nguyen.
Logo em seguida, a encantadora Hoi An surgiu para colorir o roteiro com seu charme inconfundível. Famosa por suas lanternas de seda artesanais que iluminam o centro histórico ao anoitecer, a cidade preserva uma arquitetura colonial impecável e espaços sagrados únicos, como a icônica Ponte Coberta Japonesa (Chua Cau) que abriga um pequeno templo interno, o Templo Quan Cong e a Pagoda Phoc Kien.
Flutuar pelo rio Thu Bon em um barco tradicional enquanto as luzes se acendem é uma das experiências mais românticas e estéticas de toda a Ásia.
Jornada espiritual
A jornada, então, ganhou contornos de pura imersão histórica e espiritual ao cruzar a fronteira para Siem Reap, no Camboja. Caminhar pela grandiosa cidade de Angkor revelou a escala monumental do icônico complexo de Angkor Wat, o enigmático Templo Bayon com suas centenas de rostos serenos esculpidos em pedra, e o poético Ta Prohm, famoso por suas ruínas entrelaçadas pelas raízes das árvores seculares.
A atmosfera de reverência e mistério desses santuários é difícil de traduzir em palavras, tornando o Camboja um capítulo profundamente tocante na bagagem cultural da viagem.
De volta ao agito
Por fim, Bangkok entregou a energia cosmopolita perfeita para fechar a travessia na Tailândia. A capital tailandesa é um fascinante jogo de contrastes: a opulência de seus templos mais sagrados — como o Wat Phra Kaew (Templo do Buda de Esmeralda) dentro do Grande Palácio, o Wat Pho (Templo do Buda Reclinado) e o suntuoso Wat Arun (Templo do Amanhecer) à beira do rio Chao Phraya — coexiste em harmonia com rooftops de ponta e um serviço de hospitality irrepreensível. É o ponto de encontro ideal entre a tradição asiática e o dinamismo urbano contemporâneo.
Voltar dessa travessia pelo Sudeste Asiático é compreender que o verdadeiro luxo contemporâneo reside na oportunidade de vivenciar o extraordinário, desacelerar o olhar e permitir que novas culturas transformem a forma como enxergamos o mundo.
* Salma Tannure é diretora comercial da Flytour Serviços de Viagens do Iguatemi Ribeirão Preto, especialista em curadoria e gestão de roteiros personalizados, com vivência e experiência em mais de 30 países.
Uma jornada sensorial pelo Sudeste Asiático
Voltar de uma travessia por três países da Ásia é compreender que o verdadeiro luxo contemporâneo reside na oportunidade de vivenciar o extraordinário
Por Salma Tannure*
Há viagens que mudam nossos roteiros e há viagens que mudam nossa percepção do mundo. Minha mais recente travessia pelo Sudeste Asiático pertence, sem dúvidas, à 2ª categoria. Ficar vários dias imersa entre o Vietnã, o Camboja e a Tailândia foi como folhear um livro vivo, no qual cada parada revelou uma nova cor e uma sabedoria ancestral. Para quem busca uma experiência que combine luxo autêntico, imersão cultural e desconexão da rotina, explico como cada uma dessas paradas construiu uma jornada inesquecível.
A viagem começou em Hanói, uma capital vibrante, onde a tradição milenar encontra a influência colonial francesa de forma poética. Caminhar pelas ruas do Old Quarter nos me levou a refúgios espirituais como o Templo da Literatura (Van Mieu), a secular Pagoda Tran Quoc à beira do Lago do Oeste e o icônico Templo Ngoc Son, localizado no centro do Lago Hoan Kiem e criando uma atmosfera envolvente e cheia de personalidade.
Seguindo para o norte do Vietnã, Halong Bay surgiu como um cenário quase surreal e contemplativo. Navegar entre suas milhares de ilhas e rochedos calcários emergindo de águas esmeralda proporcionou uma verdadeira sensação de paz, revelando formações místicas como a caverna Sung Sot (Caverna das Surpresas) e o Templo Cua Van, um santuário flutuante dedicado à proteção dos pescadores.
Em direção ao centro do país, Hue revelou o lado mais solene e imponente da história vietnamita. Antiga capital imperial, a cidade guarda palácios, muralhas e monumentos sagrados ao longo do Rio dos Perfumes, com destaque para a imponente Pagoda Thien Mu, o Templo de Literatura de Hue e os complexos das Tumbas Reais de Tu Duc e Khai Dinh. É um destino onde o tempo parece caminhar mais devagar, convidando à contemplação do passado glorioso da dinastia Nguyen.
Logo em seguida, a encantadora Hoi An surgiu para colorir o roteiro com seu charme inconfundível. Famosa por suas lanternas de seda artesanais que iluminam o centro histórico ao anoitecer, a cidade preserva uma arquitetura colonial impecável e espaços sagrados únicos, como a icônica Ponte Coberta Japonesa (Chua Cau) que abriga um pequeno templo interno, o Templo Quan Cong e a Pagoda Phoc Kien.
Jornada espiritual
A jornada, então, ganhou contornos de pura imersão histórica e espiritual ao cruzar a fronteira para Siem Reap, no Camboja. Caminhar pela grandiosa cidade de Angkor revelou a escala monumental do icônico complexo de Angkor Wat, o enigmático Templo Bayon com suas centenas de rostos serenos esculpidos em pedra, e o poético Ta Prohm, famoso por suas ruínas entrelaçadas pelas raízes das árvores seculares.
A atmosfera de reverência e mistério desses santuários é difícil de traduzir em palavras, tornando o Camboja um capítulo profundamente tocante na bagagem cultural da viagem.
De volta ao agito
Por fim, Bangkok entregou a energia cosmopolita perfeita para fechar a travessia na Tailândia. A capital tailandesa é um fascinante jogo de contrastes: a opulência de seus templos mais sagrados — como o Wat Phra Kaew (Templo do Buda de Esmeralda) dentro do Grande Palácio, o Wat Pho (Templo do Buda Reclinado) e o suntuoso Wat Arun (Templo do Amanhecer) à beira do rio Chao Phraya — coexiste em harmonia com rooftops de ponta e um serviço de hospitality irrepreensível. É o ponto de encontro ideal entre a tradição asiática e o dinamismo urbano contemporâneo.
Voltar dessa travessia pelo Sudeste Asiático é compreender que o verdadeiro luxo contemporâneo reside na oportunidade de vivenciar o extraordinário, desacelerar o olhar e permitir que novas culturas transformem a forma como enxergamos o mundo.
* Salma Tannure é diretora comercial da Flytour Serviços de Viagens do Iguatemi Ribeirão Preto, especialista em curadoria e gestão de roteiros personalizados, com vivência e experiência em mais de 30 países.
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