Painel com representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile discutiu os efeitos do novo corredor logístico sobre exportações, investimentos e diversificação de mercados
O Agrotalk Business reuniu cerca de 150 executivos, produtores, autoridades e investidores estratégicos do agronegócio brasileiro para debater os impactos da nova Rota Bioceânica, um corredor rodoviário de mais de 3.000km que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico e promete reduzir de 14 a 20 dias o prazo de entrega de produtos brasileiros à Ásia. O evento, realizado no Hangar Fontoura, em Ribeirão Preto, trouxe representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile para aprofundar o debate sobre um tema que deve redesenhar a rotina logística de milhares de empreendedores do setor.
A abertura ficou por conta de Aryane Garcia, presidente do Agrotalk Meeting e CEO da AGX Estratégias de Comunicação, que apresentou aos convidados a proposta do encontro: conectar o agronegócio nacional e mostrar, na prática, as oportunidades de negócio que a nova rota abre. A mediação do painel coube a Roberto Fava Scare, sócio-fundador da Harven Agribusiness School e da Markestrat Agribusiness, referência em ensino e consultoria voltados ao agronegócio.
O painel contou ainda com a participação remota de João Carlos Parkinson de Castro, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores e coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos. Ele apresentou o funcionamento e o status atual da obra, incluindo a conexão já concluída das extremidades da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, e o início das obras de acesso no Brasil previsto para 2027.
O mundo ao redor da Bioceânica
Do lado brasileiro, Hugo Cagno Filho, diretor-executivo da Usina Vertente/Tereos e presidente da UDOP (União Nacional da Bioenergia), destacou a importância da abertura comercial promovida pelo evento: “Quanto mais abertos a discussões nós estivermos, mais desenvolvimento teremos. Esses eventos são muito bons para podermos falar para o mundo e com o mundo”.
Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), trouxe o histórico e o volume dos investimentos chineses em curso: “Em 1974, a China era cinco vezes mais pobre que o Brasil, agora é 10 vezes mais próspera e quero que o brasileiro siga esse caminho de evolução. Estamos trazendo cinco grandes projetos industriais para o Brasil, além de fundos chineses para o mercado brasileiro, porque os fundos chineses querem investir mais no Brasil”.
Su Jung Ko, consultora do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, reforçou o potencial da rota para além da pauta comercial: “A cultura coreana aproximou o brasileiro do nosso país. Por que não aproveitamos isso para intensificar negociações e falar sobre o que podemos entregar? O agronegócio não é só commodities, é tecnologia, é componentes, a Bioceânica é para pensar grande e ficar informado”.
Selma Nunes, presidente da Câmara de Comércio Chile-Brasil, falou sobre as vantagens comparativas do país vizinho: “Chile tem segurança jurídica e um sistema tributário diferente do Brasil, nossos produtos são excepcionais e já temos uma grande participação no mercado brasileiro, com salmão, vinho e frutas. O Chile com rota será ainda mais importante, um ponto logístico de muita relevância para o mercado”.
Hugo Cagno Filho, Charle Tang, Aryane Garcia, Su Jung Ko, Selma Nunes e Roberto Fava Scare | Crédito: Rafael Cautella
Próximo ao encerramento do painel, uma nova participação remota trouxe a perspectiva regional: Jaime Verruck, secretário de estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), detalhou os benefícios da Rota Bioceânica para o estado, por onde o corredor vai passar, orientando os sobre o desenvolvimento econômico e a valorização que a rota deve trazer às terras do estado.
Grandes personalidades e experiência exclusiva
Encerrando as falas, o empresário Maurílio Biagi Filho discursou reforçando a força da união entre o agronegócio e outros setores da economia, e destacou a relevância de iniciativas como o Agrotalk Business, que reúnem grandes personalidades para debater, de forma exclusiva, temas que impactam diretamente a economia do país.
Além do conteúdo do painel, o Agrotalk Business também se destacou por oferecer um cardápio de alta gastronomia e uma coquetelaria autoral durante toda a noite, em sintonia com a sofisticação do espaço escolhido para sediar o evento. “Reunir tomadores de decisão e diferentes perspectivas sobre os desafios e as transformações do agronegócio está no centro da proposta do Agrotalk Business. A Rota Bioceânica foi o ponto de partida para uma discussão que se ampliou para temas como comércio, energia, tecnologia, investimentos e integração internacional. Queremos seguir fortalecendo esse espaço de diálogo e conexão estratégica no agronegócio”, finalizou Aryane Garcia.
Agrotalk Business reúne referências de 5 países para debate sobre a Rota Bioceânica
Painel com representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile discutiu os efeitos do novo corredor logístico sobre exportações, investimentos e diversificação de mercados
O Agrotalk Business reuniu cerca de 150 executivos, produtores, autoridades e investidores estratégicos do agronegócio brasileiro para debater os impactos da nova Rota Bioceânica, um corredor rodoviário de mais de 3.000km que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico e promete reduzir de 14 a 20 dias o prazo de entrega de produtos brasileiros à Ásia. O evento, realizado no Hangar Fontoura, em Ribeirão Preto, trouxe representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile para aprofundar o debate sobre um tema que deve redesenhar a rotina logística de milhares de empreendedores do setor.
A abertura ficou por conta de Aryane Garcia, presidente do Agrotalk Meeting e CEO da AGX Estratégias de Comunicação, que apresentou aos convidados a proposta do encontro: conectar o agronegócio nacional e mostrar, na prática, as oportunidades de negócio que a nova rota abre. A mediação do painel coube a Roberto Fava Scare, sócio-fundador da Harven Agribusiness School e da Markestrat Agribusiness, referência em ensino e consultoria voltados ao agronegócio.
O painel contou ainda com a participação remota de João Carlos Parkinson de Castro, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores e coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos. Ele apresentou o funcionamento e o status atual da obra, incluindo a conexão já concluída das extremidades da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, e o início das obras de acesso no Brasil previsto para 2027.
O mundo ao redor da Bioceânica
Do lado brasileiro, Hugo Cagno Filho, diretor-executivo da Usina Vertente/Tereos e presidente da UDOP (União Nacional da Bioenergia), destacou a importância da abertura comercial promovida pelo evento: “Quanto mais abertos a discussões nós estivermos, mais desenvolvimento teremos. Esses eventos são muito bons para podermos falar para o mundo e com o mundo”.
Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), trouxe o histórico e o volume dos investimentos chineses em curso: “Em 1974, a China era cinco vezes mais pobre que o Brasil, agora é 10 vezes mais próspera e quero que o brasileiro siga esse caminho de evolução. Estamos trazendo cinco grandes projetos industriais para o Brasil, além de fundos chineses para o mercado brasileiro, porque os fundos chineses querem investir mais no Brasil”.
Su Jung Ko, consultora do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, reforçou o potencial da rota para além da pauta comercial: “A cultura coreana aproximou o brasileiro do nosso país. Por que não aproveitamos isso para intensificar negociações e falar sobre o que podemos entregar? O agronegócio não é só commodities, é tecnologia, é componentes, a Bioceânica é para pensar grande e ficar informado”.
Selma Nunes, presidente da Câmara de Comércio Chile-Brasil, falou sobre as vantagens comparativas do país vizinho: “Chile tem segurança jurídica e um sistema tributário diferente do Brasil, nossos produtos são excepcionais e já temos uma grande participação no mercado brasileiro, com salmão, vinho e frutas. O Chile com rota será ainda mais importante, um ponto logístico de muita relevância para o mercado”.
Próximo ao encerramento do painel, uma nova participação remota trouxe a perspectiva regional: Jaime Verruck, secretário de estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), detalhou os benefícios da Rota Bioceânica para o estado, por onde o corredor vai passar, orientando os sobre o desenvolvimento econômico e a valorização que a rota deve trazer às terras do estado.
Grandes personalidades e experiência exclusiva
Encerrando as falas, o empresário Maurílio Biagi Filho discursou reforçando a força da união entre o agronegócio e outros setores da economia, e destacou a relevância de iniciativas como o Agrotalk Business, que reúnem grandes personalidades para debater, de forma exclusiva, temas que impactam diretamente a economia do país.
Além do conteúdo do painel, o Agrotalk Business também se destacou por oferecer um cardápio de alta gastronomia e uma coquetelaria autoral durante toda a noite, em sintonia com a sofisticação do espaço escolhido para sediar o evento. “Reunir tomadores de decisão e diferentes perspectivas sobre os desafios e as transformações do agronegócio está no centro da proposta do Agrotalk Business. A Rota Bioceânica foi o ponto de partida para uma discussão que se ampliou para temas como comércio, energia, tecnologia, investimentos e integração internacional. Queremos seguir fortalecendo esse espaço de diálogo e conexão estratégica no agronegócio”, finalizou Aryane Garcia.
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