Sob direção e texto de Carlos Jardim, espetáculo mistura humor afiado e emoção genuína para falar de luto, amizade e envelhecimento
Há um cemitério, um caixão e uma amiga que partiu – e, surpreendentemente, muito riso. É nesse território incomum, entre a dor da despedida e a graça de uma vida inteira de cumplicidade, que Arlete Salles apresentará seu novo espetáculo “Mande Notícias do Mundo de Lá” no Theatro Pedro II em 16 de setembro. Escrito e dirigido por Carlos Jardim, o espetáculo marca um divisor de águas na trajetória de uma das atrizes mais celebradas do país que, depois de décadas, encara o 1º monólogo da sua carreira.
Em cena, a atriz dá vida a Eulália Eugênia, uma mulher exuberante e cheia de histórias de pavor da morte. Ainda assim, ela precisa enfrentar seu pior pesadelo: ir ao cemitério dar adeus a Rosimere, amiga de muitos anos e de muitas aventuras. Como ninguém mais compareceu ao velório, é Eulália quem se aproxima do caixão para que a amiga saiba que não foi totalmente abandonada e ali, entre lembranças e implicâncias antigas, nasce o humor afiado e a emoção genuína.
“Nunca foi um projeto meu ficar sozinha no palco, falando, falando… Eu achava bonito assistir a outros colegas fazendo isso. Achava muito corajoso”, conta Arlete. Mas a veterana decidiu aceitar o desafio ao conhecer profundamente o texto de Jardim. “Senti muitas qualidades e me identifiquei em vários pontos. Você precisa ler mais de uma vez, mais de duas, mais de três, para descobrir as sutilezas, as voltas, as subidas e descidas de um bom monólogo”, explica.
Para a atriz, dar vida a essa personagem é também falar de si mesma: “Em vários momentos, me identifico com a Eulália, porque é um trabalho sobre etaridade. Ele trata da vida de uma mulher com a minha idade. Então, falo de muitas coisas que estão presentes na minha vida, que eu conheço, que eu sinto, que eu vivencio diariamente”.
O luto que vira comédia
Apaixonado pelo teatro e pelo jornalismo factual e, por isso mesmo, um grande conhecedor de personagens e histórias, Carlos Jardim construiu o texto para explorar a versatilidade de Arlete, capaz de ir do riso fácil à emoção mais profunda em segundos.
“Arlete tem um tempo de comédia raro, sabe fazer pausas e entonações que valorizam imensamente o texto. E tem uma emoção genuína, que aflora com facilidade e emociona a todos. No texto, abuso das passagens quase bruscas entre o drama e a comédia. E Arlete pula de uma emoção à outra com uma facilidade que impressiona”, revela.
A escolha pelo humor, segundo o autor, não é acaso: é uma forma de encarar de frente temas que costumam ser tratados com peso excessivo, como a passagem do tempo. “O envelhecimento traz a inevitável constatação de que o fim pode chegar a qualquer momento. Isso pode gerar angústia ou despertar em nós, uma urgência de fazer valer o tempo que nos resta. Acredito sinceramente que o humor é a chave para deixar tudo mais leve, inclusive na maneira de encarar essas limitações”, afirma.
“Mande Notícias do Mundo de Lá” com Arlete Salles
Quando: 16 de setembro (quinta-feira), às 20h Onde: Theatro Pedro II (Rua Álvares Cabral 370, Centro) Ingressos:Mega Bilheteria
Arlete Salles vem com ‘Mande Notícias do Mundo de Lá’ a Ribeirão
Sob direção e texto de Carlos Jardim, espetáculo mistura humor afiado e emoção genuína para falar de luto, amizade e envelhecimento
Há um cemitério, um caixão e uma amiga que partiu – e, surpreendentemente, muito riso. É nesse território incomum, entre a dor da despedida e a graça de uma vida inteira de cumplicidade, que Arlete Salles apresentará seu novo espetáculo “Mande Notícias do Mundo de Lá” no Theatro Pedro II em 16 de setembro. Escrito e dirigido por Carlos Jardim, o espetáculo marca um divisor de águas na trajetória de uma das atrizes mais celebradas do país que, depois de décadas, encara o 1º monólogo da sua carreira.
Em cena, a atriz dá vida a Eulália Eugênia, uma mulher exuberante e cheia de histórias de pavor da morte. Ainda assim, ela precisa enfrentar seu pior pesadelo: ir ao cemitério dar adeus a Rosimere, amiga de muitos anos e de muitas aventuras. Como ninguém mais compareceu ao velório, é Eulália quem se aproxima do caixão para que a amiga saiba que não foi totalmente abandonada e ali, entre lembranças e implicâncias antigas, nasce o humor afiado e a emoção genuína.
“Nunca foi um projeto meu ficar sozinha no palco, falando, falando… Eu achava bonito assistir a outros colegas fazendo isso. Achava muito corajoso”, conta Arlete. Mas a veterana decidiu aceitar o desafio ao conhecer profundamente o texto de Jardim. “Senti muitas qualidades e me identifiquei em vários pontos. Você precisa ler mais de uma vez, mais de duas, mais de três, para descobrir as sutilezas, as voltas, as subidas e descidas de um bom monólogo”, explica.
Para a atriz, dar vida a essa personagem é também falar de si mesma: “Em vários momentos, me identifico com a Eulália, porque é um trabalho sobre etaridade. Ele trata da vida de uma mulher com a minha idade. Então, falo de muitas coisas que estão presentes na minha vida, que eu conheço, que eu sinto, que eu vivencio diariamente”.
O luto que vira comédia
Apaixonado pelo teatro e pelo jornalismo factual e, por isso mesmo, um grande conhecedor de personagens e histórias, Carlos Jardim construiu o texto para explorar a versatilidade de Arlete, capaz de ir do riso fácil à emoção mais profunda em segundos.
“Arlete tem um tempo de comédia raro, sabe fazer pausas e entonações que valorizam imensamente o texto. E tem uma emoção genuína, que aflora com facilidade e emociona a todos. No texto, abuso das passagens quase bruscas entre o drama e a comédia. E Arlete pula de uma emoção à outra com uma facilidade que impressiona”, revela.
A escolha pelo humor, segundo o autor, não é acaso: é uma forma de encarar de frente temas que costumam ser tratados com peso excessivo, como a passagem do tempo. “O envelhecimento traz a inevitável constatação de que o fim pode chegar a qualquer momento. Isso pode gerar angústia ou despertar em nós, uma urgência de fazer valer o tempo que nos resta. Acredito sinceramente que o humor é a chave para deixar tudo mais leve, inclusive na maneira de encarar essas limitações”, afirma.
“Mande Notícias do Mundo de Lá” com Arlete Salles
Quando: 16 de setembro (quinta-feira), às 20h
Onde: Theatro Pedro II (Rua Álvares Cabral 370, Centro)
Ingressos: Mega Bilheteria
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