Antioxidantes presentes na uva podem até contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos, mas isso não significa que o consumo de álcool deva ser incentivado
A crença de que o vinho, especialmente o tinto, traz benefícios ao coração é antiga, mas ainda cercada de controvérsias. O consumo diário de vinho pode realmente ser benéfico? O cardiologia José Leitão explica o que há de evidência científica no tema e aponta quais aspectos não passam de mitos.
“O vinho ganhou essa fama por causa de pesquisas observacionais, como o chamado paradoxo francês. Mas hoje sabemos que essa relação é mais complexa e envolve outros hábitos de vida”, explica.
Segundo um artigo publicado na PubMed Central, o paradoxo francês, formulado por epidemiologistas franceses na década de 1980, consiste na observação de baixas taxas de mortalidade por doença coronariana (DC) apesar da alta ingestão de colesterol e gordura saturada na dieta.
O segredo é a quantidade do consumo de vinho
De acordo com o especialista, substâncias antioxidantes presentes na uva podem até contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos, mas isso não significa que o consumo de álcool deva ser incentivado.
Sendo assim, o principal ponto de atenção está na quantidade: o consumo considerado moderado é de até duas taças por dia para homens e uma para mulheres. Acima disso, os riscos aumentam significativamente, incluindo pressão alta, arritmias, derrame e outras doenças. “Quando passa desse limite, qualquer possível benefício desaparece e o impacto negativo no coração fica mais evidente”, alerta.
O profissional reforça que quem não bebe não deve adotar o hábito por motivos de saúde. “O ideal é o consumo consciente, sempre com moderação. E o mais importante é investir em hábitos comprovadamente eficazes, como alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle da pressão arterial e abandono do cigarro”, conclui.
Cardiologista desmistifica relação entre o consumo de vinho e a saúde do coração
Antioxidantes presentes na uva podem até contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos, mas isso não significa que o consumo de álcool deva ser incentivado
A crença de que o vinho, especialmente o tinto, traz benefícios ao coração é antiga, mas ainda cercada de controvérsias. O consumo diário de vinho pode realmente ser benéfico? O cardiologia José Leitão explica o que há de evidência científica no tema e aponta quais aspectos não passam de mitos.
Segundo um artigo publicado na PubMed Central, o paradoxo francês, formulado por epidemiologistas franceses na década de 1980, consiste na observação de baixas taxas de mortalidade por doença coronariana (DC) apesar da alta ingestão de colesterol e gordura saturada na dieta.
O segredo é a quantidade do consumo de vinho
De acordo com o especialista, substâncias antioxidantes presentes na uva podem até contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos, mas isso não significa que o consumo de álcool deva ser incentivado.
Sendo assim, o principal ponto de atenção está na quantidade: o consumo considerado moderado é de até duas taças por dia para homens e uma para mulheres. Acima disso, os riscos aumentam significativamente, incluindo pressão alta, arritmias, derrame e outras doenças. “Quando passa desse limite, qualquer possível benefício desaparece e o impacto negativo no coração fica mais evidente”, alerta.
O profissional reforça que quem não bebe não deve adotar o hábito por motivos de saúde. “O ideal é o consumo consciente, sempre com moderação. E o mais importante é investir em hábitos comprovadamente eficazes, como alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle da pressão arterial e abandono do cigarro”, conclui.
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