Especialista analisa movimento de expansão internacional e destaca ambiente regulatório e papel estratégico de Portugal
A expansão do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, para Portugal é um dos exemplos do movimento recente de presença de empresas brasileiras de tecnologia em mercados europeus. Esse cenário tem se intensificado nos últimos anos, inclusive com a nação portuguesa se consolidando como um hub estratégico para a entrada dessas companhias na União Europeia, ao reunir estabilidade regulatória, afinidade cultural e um ambiente favorável à inovação.
Segundo o advogado Fernando Dizero Senise, especialista em estratégias de expansão internacional e sócio do escritório Brasil Salomão, esse movimento está relacionado à maturidade alcançada pelo ecossistema brasileiro de tecnologia.
“O Brasil passou a desenvolver soluções robustas e escaláveis, capazes de atender mercados exigentes, o que amplia de forma consistente as possibilidades de atuação no exterior. Mais que exportar tecnologia, trata-se de validar modelos eficientes em ambientes regulatórios rigorosos”, avalia.
Porta para a União Europeia
A escolha por Portugal como base inicial desse movimento está associada a fatores estratégicos, como proximidade cultural e linguística, segurança jurídica e posição privilegiada dentro da União Europeia. A partir do país, empresas brasileiras passam a ter acesso direto a um mercado estimado em cerca de 500 milhões de consumidores.
“Portugal oferece um ambiente previsível para a estruturação de operações fora do Brasil, com redução de riscos e custos, além de funcionar como uma ponte natural para outros mercados europeus”, explica Senise.
Para ele, a atuação fora do país não substitui o mercado doméstico, mas amplia as frentes de crescimento. “É um modelo multicanal, que fortalece tanto a presença no exterior quanto a operação no Brasil”, completa.
Acordo Mercosul–UE pode impulsionar investimentos
Outro fator relevante para esse cenário é o acordo Mercosul-União Europeia, atualmente em fase de ratificação. O tratado prevê redução de barreiras tarifárias, maior harmonização regulatória e proteção mútua de investimentos, criando um ambiente mais previsível para negócios transnacionais.
“No setor de tecnologia, esse contexto tende a facilitar a comercialização de serviços, o licenciamento de softwares, a proteção da propriedade intelectual e a atração de investimentos cruzados”, observa o especialista.
Atualmente, os fluxos de capital entre Brasil e Portugal já movimentam áreas como fintechs, saúde, educação, logística e energia, tendência que deve ganhar maior intensidade com a consolidação do acordo. Ao mesmo tempo, Portugal vem se destacando pelo fortalecimento de seu ecossistema de inovação, impulsionado pela presença de grandes eventos internacionais de tecnologia, pela atração de startups e empresas globais do setor.
“Esse ambiente cria condições favoráveis para que empresas brasileiras testem produtos, captem investimentos e se integrem rapidamente às redes europeias de inovação”, afirma.
Para o advogado, no entanto, o êxito desse movimento depende de uma estruturação consistente: “Governança corporativa, conformidade com a legislação de proteção de dados e planejamento fiscal estratégico são pilares fundamentais para uma atuação segura e sustentável”.
Internacionalização como estratégia de longo prazo
Na avaliação do especialista, a atuação em outros mercados deixou de ser um projeto distante para se tornar uma ferramenta concreta de crescimento e fortalecimento institucional. “Empresas que se organizam e atuam com visão estratégica conseguem ampliar sua competitividade e garantir maior resiliência diante das transformações do mercado global”, afirma.
Segundo Senise, o caminho mais consistente tem sido a construção de fluxos de ida e volta entre Brasil e Europa.
“Do Brasil para Portugal, estruturando uma base europeia; e de Portugal para o Brasil, aproveitando a escala e a dinâmica do mercado nacional. Esse movimento bilateral fortalece as operações em ambos os lados”, conclui.
Empresas brasileiras fortalecem movimento de internacionalização
Especialista analisa movimento de expansão internacional e destaca ambiente regulatório e papel estratégico de Portugal
A expansão do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, para Portugal é um dos exemplos do movimento recente de presença de empresas brasileiras de tecnologia em mercados europeus. Esse cenário tem se intensificado nos últimos anos, inclusive com a nação portuguesa se consolidando como um hub estratégico para a entrada dessas companhias na União Europeia, ao reunir estabilidade regulatória, afinidade cultural e um ambiente favorável à inovação.
Segundo o advogado Fernando Dizero Senise, especialista em estratégias de expansão internacional e sócio do escritório Brasil Salomão, esse movimento está relacionado à maturidade alcançada pelo ecossistema brasileiro de tecnologia.
Porta para a União Europeia
A escolha por Portugal como base inicial desse movimento está associada a fatores estratégicos, como proximidade cultural e linguística, segurança jurídica e posição privilegiada dentro da União Europeia. A partir do país, empresas brasileiras passam a ter acesso direto a um mercado estimado em cerca de 500 milhões de consumidores.
“Portugal oferece um ambiente previsível para a estruturação de operações fora do Brasil, com redução de riscos e custos, além de funcionar como uma ponte natural para outros mercados europeus”, explica Senise.
Para ele, a atuação fora do país não substitui o mercado doméstico, mas amplia as frentes de crescimento. “É um modelo multicanal, que fortalece tanto a presença no exterior quanto a operação no Brasil”, completa.
Acordo Mercosul–UE pode impulsionar investimentos
Outro fator relevante para esse cenário é o acordo Mercosul-União Europeia, atualmente em fase de ratificação. O tratado prevê redução de barreiras tarifárias, maior harmonização regulatória e proteção mútua de investimentos, criando um ambiente mais previsível para negócios transnacionais.
“No setor de tecnologia, esse contexto tende a facilitar a comercialização de serviços, o licenciamento de softwares, a proteção da propriedade intelectual e a atração de investimentos cruzados”, observa o especialista.
Atualmente, os fluxos de capital entre Brasil e Portugal já movimentam áreas como fintechs, saúde, educação, logística e energia, tendência que deve ganhar maior intensidade com a consolidação do acordo. Ao mesmo tempo, Portugal vem se destacando pelo fortalecimento de seu ecossistema de inovação, impulsionado pela presença de grandes eventos internacionais de tecnologia, pela atração de startups e empresas globais do setor.
“Esse ambiente cria condições favoráveis para que empresas brasileiras testem produtos, captem investimentos e se integrem rapidamente às redes europeias de inovação”, afirma.
Para o advogado, no entanto, o êxito desse movimento depende de uma estruturação consistente: “Governança corporativa, conformidade com a legislação de proteção de dados e planejamento fiscal estratégico são pilares fundamentais para uma atuação segura e sustentável”.
Internacionalização como estratégia de longo prazo
Na avaliação do especialista, a atuação em outros mercados deixou de ser um projeto distante para se tornar uma ferramenta concreta de crescimento e fortalecimento institucional. “Empresas que se organizam e atuam com visão estratégica conseguem ampliar sua competitividade e garantir maior resiliência diante das transformações do mercado global”, afirma.
Segundo Senise, o caminho mais consistente tem sido a construção de fluxos de ida e volta entre Brasil e Europa.
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