Sócio-fundador da vinícola ribeirão-pretana Terras Altas, José Renato Magdalena conversou com a Life Zumm sobre esse segmento do turismo que vem se expandindo na região
Localizada em um dos pontos mais altos de Ribeirão Preto, a vinícola Terras Altas foi idealizada em 2016, com o propósito de produzir vinhos de excelência, a partir de um terroir singular. Utilizando a técnica inovadora de dupla poda e um cuidadoso trabalho de viticultura e vinificação, a marca começou a criar rótulos elegantes e de alta qualidade, já reconhecidos com importantes prêmios nacionais e internacionais, como o Decanter World Wine Awards e o Concours Mondial de Bruxelles.
Recentemente, a vinícola passou por uma remodelação visando se transformar plenamente em um destino de enoturismo, ou seja, um local onde os visitantes percorrem uma jornada que une conhecimento, diversão e sabores pelo universo do vinho, da colheita nas parreiras à harmonização dos rótulos com receitas criadas pelo destacado chef Lucas Nogueira.
E é sobre essa jornada que conversamos com o empresário José Renato Magdalena, que, ao lado do amigo e sócio Fernando Horta e do engenheiro agrônomo Ricardo Baldo, diretor da vinícola, transformou a paixão pelos vinhos em um negócio promissor. A seguir, ele avalia o mercado do enoturismo e o papel da Terras Altas nesse cenário.
O enoturismo de alto padrão vem ganhando espaço no Brasil. O que o visitante desse segmento busca?
Ele deseja viver algo que não encontraria em qualquer lugar. O luxo contemporâneo está cada vez menos relacionado ao excesso e mais à exclusividade, à autenticidade e à qualidade da experiência. Na Terras Altas, entendemos que receber bem é cuidar de cada detalhe: desde o momento em que o visitante chega, passando por paisagem, atendimento, gastronomia e degustação – tudo precisa fazer sentido e revelar a nossa identidade. O vinho é protagonista, mas está inserido em uma experiência muito maior: de tempo, território, conhecimento e contemplação.
O que torna a experiência da Terras Altas diferente dentro do enoturismo brasileiro?
Acredito que o nosso maior diferencial está justamente naquilo que parece inesperado: proporcionar uma experiência de vinícola de alto padrão em Ribeirão Preto. Estamos em uma região que não é tradicionalmente associada à produção de vinhos, mas encontramos aqui condições muito particulares. Nossos vinhedos estão a aproximadamente 750m de altitude, em solo de origem basáltica, com forte incidência solar e amplitude térmica. E existe ainda a paisagem: quando o visitante chega a Terras Altas, ele encontra vinhedos, mata nativa e uma vista panorâmica que se abre diante dele. Continuamos em Ribeirão Preto, mas a sensação é de ter sido transportado para outro destino.
José Renato Magdalena, fundador da Terras Altas
Como o terroir regional aparece na experiência do visitante?
Terroir, para nós, não é apenas uma característica técnica do vinho, é a combinação de tudo aquilo que torna aquele lugar único – solo, altitude, clima, topografia, manejo, variedade e, principalmente, as pessoas que transformam tudo isso em vinho. Por isso, fazemos questão de que o visitante conheça o vinhedo e compreenda o que acontece antes de a uva chegar à garrafa. Quando ele caminha entre as videiras, observa a topografia, entende a dupla poda e depois prova o vinho, começa a perceber que aquela taça não poderia ter a mesma identidade em qualquer outro lugar. É essa conexão entre território e vinho que transforma uma degustação em experiência. E é também o que nos permite dizer que cada garrafa carrega um pouco da Terras Altas.
“Queremos transformar Ribeirão Preto em uma descoberta para quem ama vinho, gastronomia, natureza e experiências especiais.”
– José Renato Magdalena
O que significa excelência quando falamos em hospitalidade de alto padrão?
Excelência está nos detalhes que, muitas vezes, o visitante nem percebe conscientemente, mas sente. Está na escolha dos vinhos, na preparação da equipe, na maneira de apresentar cada rótulo, na gastronomia, no conforto, na paisagem e na condução de cada etapa da experiência. Para nós, não existe uma experiência sofisticada sem cuidado. Estamos permanentemente atentos a isso. Queremos que o visitante perceba que existe rigor por trás daquilo que parece natural. O objetivo não é simplesmente impressionar, mas criar uma experiência genuína, elegante e memorável. Na Terras Altas, acreditamos que o alto padrão é quando a excelência e a espontaneidade conseguem coexistir.
Para onde caminha o enoturismo de alto padrão e qual é o papel da Terras Altas nesse movimento?
Acredito que o futuro do enoturismo está na personalização e na capacidade de criar experiências que estabeleçam uma conexão emocional com o visitante. O consumidor de alto padrão quer ter acesso a algo autêntico, conhecer histórias, descobrir lugares e levar consigo uma memória. É exatamente aí que enxergamos a oportunidade. Nossa ambição não é reproduzir modelos de destinos vinícolas tradicionais; é construir uma experiência que só possa existir aqui. Queremos que o visitante leve da Terras Altas a sensação de ter descoberto um lugar surpreendente, vivido algo especial e encontrado, a poucos minutos de casa, um cenário que poderia estar muito longe dali.
Enoturismo de alto padrão
Sócio-fundador da vinícola ribeirão-pretana Terras Altas, José Renato Magdalena conversou com a Life Zumm sobre esse segmento do turismo que vem se expandindo na região
Localizada em um dos pontos mais altos de Ribeirão Preto, a vinícola Terras Altas foi idealizada em 2016, com o propósito de produzir vinhos de excelência, a partir de um terroir singular. Utilizando a técnica inovadora de dupla poda e um cuidadoso trabalho de viticultura e vinificação, a marca começou a criar rótulos elegantes e de alta qualidade, já reconhecidos com importantes prêmios nacionais e internacionais, como o Decanter World Wine Awards e o Concours Mondial de Bruxelles.
Recentemente, a vinícola passou por uma remodelação visando se transformar plenamente em um destino de enoturismo, ou seja, um local onde os visitantes percorrem uma jornada que une conhecimento, diversão e sabores pelo universo do vinho, da colheita nas parreiras à harmonização dos rótulos com receitas criadas pelo destacado chef Lucas Nogueira.
E é sobre essa jornada que conversamos com o empresário José Renato Magdalena, que, ao lado do amigo e sócio Fernando Horta e do engenheiro agrônomo Ricardo Baldo, diretor da vinícola, transformou a paixão pelos vinhos em um negócio promissor. A seguir, ele avalia o mercado do enoturismo e o papel da Terras Altas nesse cenário.
O enoturismo de alto padrão vem ganhando espaço no Brasil. O que o visitante desse segmento busca?
Ele deseja viver algo que não encontraria em qualquer lugar. O luxo contemporâneo está cada vez menos relacionado ao excesso e mais à exclusividade, à autenticidade e à qualidade da experiência. Na Terras Altas, entendemos que receber bem é cuidar de cada detalhe: desde o momento em que o visitante chega, passando por paisagem, atendimento, gastronomia e degustação – tudo precisa fazer sentido e revelar a nossa identidade. O vinho é protagonista, mas está inserido em uma experiência muito maior: de tempo, território, conhecimento e contemplação.
O que torna a experiência da Terras Altas diferente dentro do enoturismo brasileiro?
Acredito que o nosso maior diferencial está justamente naquilo que parece inesperado: proporcionar uma experiência de vinícola de alto padrão em Ribeirão Preto. Estamos em uma região que não é tradicionalmente associada à produção de vinhos, mas encontramos aqui condições muito particulares. Nossos vinhedos estão a aproximadamente 750m de altitude, em solo de origem basáltica, com forte incidência solar e amplitude térmica. E existe ainda a paisagem: quando o visitante chega a Terras Altas, ele encontra vinhedos, mata nativa e uma vista panorâmica que se abre diante dele. Continuamos em Ribeirão Preto, mas a sensação é de ter sido transportado para outro destino.
Como o terroir regional aparece na experiência do visitante?
Terroir, para nós, não é apenas uma característica técnica do vinho, é a combinação de tudo aquilo que torna aquele lugar único – solo, altitude, clima, topografia, manejo, variedade e, principalmente, as pessoas que transformam tudo isso em vinho. Por isso, fazemos questão de que o visitante conheça o vinhedo e compreenda o que acontece antes de a uva chegar à garrafa. Quando ele caminha entre as videiras, observa a topografia, entende a dupla poda e depois prova o vinho, começa a perceber que aquela taça não poderia ter a mesma identidade em qualquer outro lugar. É essa conexão entre território e vinho que transforma uma degustação em experiência. E é também o que nos permite dizer que cada garrafa carrega um pouco da Terras Altas.
O que significa excelência quando falamos em hospitalidade de alto padrão?
Excelência está nos detalhes que, muitas vezes, o visitante nem percebe conscientemente, mas sente. Está na escolha dos vinhos, na preparação da equipe, na maneira de apresentar cada rótulo, na gastronomia, no conforto, na paisagem e na condução de cada etapa da experiência. Para nós, não existe uma experiência sofisticada sem cuidado. Estamos permanentemente atentos a isso. Queremos que o visitante perceba que existe rigor por trás daquilo que parece natural. O objetivo não é simplesmente impressionar, mas criar uma experiência genuína, elegante e memorável. Na Terras Altas, acreditamos que o alto padrão é quando a excelência e a espontaneidade conseguem coexistir.
Para onde caminha o enoturismo de alto padrão e qual é o papel da Terras Altas nesse movimento?
Acredito que o futuro do enoturismo está na personalização e na capacidade de criar experiências que estabeleçam uma conexão emocional com o visitante. O consumidor de alto padrão quer ter acesso a algo autêntico, conhecer histórias, descobrir lugares e levar consigo uma memória. É exatamente aí que enxergamos a oportunidade. Nossa ambição não é reproduzir modelos de destinos vinícolas tradicionais; é construir uma experiência que só possa existir aqui. Queremos que o visitante leve da Terras Altas a sensação de ter descoberto um lugar surpreendente, vivido algo especial e encontrado, a poucos minutos de casa, um cenário que poderia estar muito longe dali.
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