Segundo o cirurgião vascular Dr. Fábio Rocha, a Slow Medicine propõe que as doenças não afetam apenas o corpo, impactando emoções, rotina, relações familiares e qualidade de vida
Em uma época marcada pela rapidez e pela busca por respostas imediatas, a medicina também vive um desafio: como oferecer um cuidado realmente individualizado em meio à pressão do tempo? É nesse contexto que ganha força o conceito de Slow Medicine, ou, em português, “medicina sem pressa”, uma abordagem que prioriza a escuta, o vínculo e as decisões compartilhadas entre médico e paciente.
Para o cirurgião vascular Dr. Fábio Rocha (CRM/SP 108545 | RQE 56409), a Slow Medicine representa muito mais que consultas mais longas; trata-se de resgatar a essência da prática médica: compreender a pessoa além da doença. “Cada paciente possui sua própria história, seus medos, expectativas e limitações. Ouvir com atenção e explicar claramente o que está acontecendo faz parte do tratamento”, explica.
Inspirada no movimento Slow Food, a Slow Medicine surgiu no início dos anos 2000 propondo uma assistência baseada em relações mais próximas, transparentes e humanizadas. Nesse modelo, a consulta deixa de ser apenas um momento de prescrição e passa a ser um espaço de acolhimento, diálogo e construção de confiança.
A proposta também considera que as doenças não afetam apenas o corpo e, muitas vezes, impactam emoções, rotina, relações familiares e qualidade de vida. Por isso, compreender o contexto em que o paciente está inserido pode ser tão importante quanto interpretar exames.
Outro princípio importante é a parcimônia na solicitação de exames complementares. A Slow Medicine não é contra a tecnologia ou os recursos diagnósticos, pelo contrário: o objetivo é utilizá-los de forma consciente, evitando excessos, ansiedade desnecessária e intervenções sem benefício comprovado. “O foco não é pedir menos exames, mas pedir os exames certos, no momento adequado e com propósito claro”, destaca o especialista.
A relação médico-paciente também assume um papel central na Slow Medicine, visto que decisões são tomadas de forma compartilhada, respeitando valores, preferências e limitações individuais. Mesmo quando o paciente opta por não seguir determinado tratamento, sua autonomia deve ser respeitada.
Por fim, a participação da família também pode fortalecer esse processo, já que ter pessoas de confiança envolvidas no cuidado frequentemente traz mais segurança e favorece a adesão ao tratamento.
“Em tempos de consultas rápidas e excesso de informação, a Slow Medicine propõe algo simples, mas cada vez mais necessário: dedicar tempo para ouvir, explicar e cuidar. Afinal, medicina também é presença, vínculo e confiança”, conclui Dr. Fábio.
Dr. Fábio Rocha Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular Clínica TAS (Praça Rotary Club, 70, City Ribeirão, Ribeirão Preto) (16) 99324.4609 (16) 3421.8980
Especialista aponta que o cuidar vai além do diagnóstico
Segundo o cirurgião vascular Dr. Fábio Rocha, a Slow Medicine propõe que as doenças não afetam apenas o corpo, impactando emoções, rotina, relações familiares e qualidade de vida
Em uma época marcada pela rapidez e pela busca por respostas imediatas, a medicina também vive um desafio: como oferecer um cuidado realmente individualizado em meio à pressão do tempo? É nesse contexto que ganha força o conceito de Slow Medicine, ou, em português, “medicina sem pressa”, uma abordagem que prioriza a escuta, o vínculo e as decisões compartilhadas entre médico e paciente.
Para o cirurgião vascular Dr. Fábio Rocha (CRM/SP 108545 | RQE 56409), a Slow Medicine representa muito mais que consultas mais longas; trata-se de resgatar a essência da prática médica: compreender a pessoa além da doença. “Cada paciente possui sua própria história, seus medos, expectativas e limitações. Ouvir com atenção e explicar claramente o que está acontecendo faz parte do tratamento”, explica.
Inspirada no movimento Slow Food, a Slow Medicine surgiu no início dos anos 2000 propondo uma assistência baseada em relações mais próximas, transparentes e humanizadas. Nesse modelo, a consulta deixa de ser apenas um momento de prescrição e passa a ser um espaço de acolhimento, diálogo e construção de confiança.
A proposta também considera que as doenças não afetam apenas o corpo e, muitas vezes, impactam emoções, rotina, relações familiares e qualidade de vida. Por isso, compreender o contexto em que o paciente está inserido pode ser tão importante quanto interpretar exames.
Outro princípio importante é a parcimônia na solicitação de exames complementares. A Slow Medicine não é contra a tecnologia ou os recursos diagnósticos, pelo contrário: o objetivo é utilizá-los de forma consciente, evitando excessos, ansiedade desnecessária e intervenções sem benefício comprovado. “O foco não é pedir menos exames, mas pedir os exames certos, no momento adequado e com propósito claro”, destaca o especialista.
A relação médico-paciente também assume um papel central na Slow Medicine, visto que decisões são tomadas de forma compartilhada, respeitando valores, preferências e limitações individuais. Mesmo quando o paciente opta por não seguir determinado tratamento, sua autonomia deve ser respeitada.
Por fim, a participação da família também pode fortalecer esse processo, já que ter pessoas de confiança envolvidas no cuidado frequentemente traz mais segurança e favorece a adesão ao tratamento.
“Em tempos de consultas rápidas e excesso de informação, a Slow Medicine propõe algo simples, mas cada vez mais necessário: dedicar tempo para ouvir, explicar e cuidar. Afinal, medicina também é presença, vínculo e confiança”, conclui Dr. Fábio.
Dr. Fábio Rocha
Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular
Clínica TAS (Praça Rotary Club, 70, City Ribeirão, Ribeirão Preto)
(16) 99324.4609
(16) 3421.8980
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