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Geração Z lidera movimento de redução no consumo de álcool
Saúde

Geração Z lidera movimento de redução no consumo de álcool

By Laura Oliveira on 23 de março de 2026

Pesquisas indicam que jovens entre 18 e 34 anos estão em busca de saúde mental e longevidade, impulsionando um mercado de bem-estar que deve movimentar quase US$10 trilhões até 2029

Seja por uma questão cultural, uma decisão consciente ou moda, o fato é que a Geração Z está consumindo menos bebidas alcoólicas. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), divulgada em 2025, apontou que um número mais elevado de adultos entre 18 a 34 anos declararam não consumir bebidas alcoólicas quando comparado a anos anteriores. 

Para se ter uma ideia, os dados desse estudo mostram que 15% dos adultos entre 18 e 24 anos, e 21% dos pertencentes à faixa dos 25 aos 34 anos se declararam abstêmios, enquanto os números registrados em 2023 eram de 13% e 19% respectivamente.

Por que não estão bebendo?

O neurologista Dr. Eduardo Mega (CRM/SP 180.489) vê essa tendência como resultado de mudança de mentalidade. “Essa geração cresceu falando de saúde mental, performance, autocuidado e longevidade. Eles perceberam que o álcool não combina muito com produtividade, estética e clareza mental. Ninguém gosta de perder o dia seguinte com indisposição ou queda de rendimento”, avalia.

Além disso, para o especialista, a pressão social desempenha um fator determinante, visto que, hoje, é mais aceitável socialmente dizer “não quero beber”. “Agora, a escolha pela sobriedade ou pelo consumo reduzido passou a ser vista como algo positivo, não como exclusão”, destaca o médico.

Um estudo realizado pelo Datafolha também em 2025 revelou que a principal motivação dos brasileiros de todas as faixas etárias para não ingerir bebidas alcoólicas são danos à saúde (34%).

Mas é válido notar que a Gen Z não é a única a se preocupar com o assunto: o estudo do Datafolha mostra também que 53% dos brasileiros que ainda consomem bebidas alcoólicas estão bebendo menos. Já 48% da parcela abstêmia (que corresponde a 51% da população brasileira) afirmam que já ingeriram álcool, mas que escolheram não consumir mais.

A redução do consumo como prefiguração do bem-estar

É importante ressaltar que os índices de não-consumidores de bebidas alcóolicas dentre a Gen Z não são os únicos a apontarem um interesse maior pelo wellness. Um levantamento realizado pela Mind & Hearts, do grupo HSR Specialist Researchers, mostrou que 36% dos entrevistados da Geração Z bebem apenas uma vez por mês ou com menor frequência – percentual este superior ao registrado entre os integrantes da Geração Y (32%) e da Geração X (32%).

O estudo atribui esse comportamento à internet, uma vez que, desde a infância, essa geração foi mais exposta a informações sobre os efeitos nocivos do álcool, o que torna mais fácil para eles repensarem suas escolhas e se afastarem desse consumo.

Outro fator que coloca esse comportamento sob perspectiva são os U$ 6.8 trilhões movimentados pela economia do wellness em 2024, que, segundo projeções, pode chegar a US$ 9.75 trilhões até 2029 (aqui estamos falando especificamente de valores movimentados por indústrias que permitem que os consumidores incorporem atividades associadas ao bem-estar e qualidade de vida na sua vida diária, como SPAs, turismo, exercícios, saúde mental, entre outros).

Se você ainda tem alguma dúvida de quem está movimentando esse mercado, um outro relatório da Mind & Hearts, baseado em dados coletados nos Estados Unidos, apontou que a Geração Z e os Millennials gastam mais na compra de produtos e serviços associados ao bem-estar que as gerações anteriores.

Como a bebida alcoólica afeta o cérebro e o envelhecimento?

O neurologista Eduardo Mega explica que, para o nosso cérebro, não existe o conceito de “beber socialmente”. “O álcool é uma substância que age direto no sistema nervoso central. Mesmo pequenas quantidades já interferem na memória, no foco e, principalmente, na qualidade do sono”.

Em um contexto ainda mais amplo, Mega ressalta que o álcool, quando consumido de forma frequente, mesmo em pequenas quantidades, interfere no sono profundo, pode aumentar processos inflamatórios e impactar a qualidade das conexões neurais. 

“O cérebro atinge seu pico por volta dos 25 a 30 anos. A partir daí, entramos em uma fase de manutenção. O que fazemos nessa fase – sono, alimentação, estresse, atividade física e também o consumo de álcool – influencia diretamente na velocidade desse desgaste ao longo das décadas.”

– Eduardo Mega

Proteger o cérebro aos 20 ou 30 anos, segundo o especialista, influencia muito as chances de chegar aos 70 ou 80 anos com autonomia e clareza mental. “Não se trata de radicalismo, mas de consciência. Quanto menor o consumo de álcool, menor o impacto acumulado ao longo da vida”.

Posted in Destaques Capa, Saúde.
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