Quando não está à frente dos negócios, o empresário Hugo Cagno encontra nas pistas de corrida uma maneira de desestressar e viver uma paixão antiga
Fixado na parede do seu escritório em Ribeirão Preto, o empresário Hugo Cagno tem um certificado concedido a poucos: o de recorde brasileiro de velocidade, ao alcançar 176,898km/h na distância de 1.609m (equivalente à 1 milha) pilotando uma BMW M5 FIO. Decididamente, um documento inesperado para o presidente de honra da 32ª Fenasucro & Agrocana e diretor executivo no setor sucroenergético.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento dado pela própria BMW não surpreende quem conhece Hugo fora do ambiente profissional, visto que, nos últimos anos, muito do seu tempo livre vem sendo passado nas pistas de corrida, onde sua paixão por carros, nascida ainda na juventude, evoluiu para um passatempo com muito mais adrenalina.
“Quando fiz o vestibular, há mais de 50 anos, prestei duas provas, para duas coisas que gostava: mecânica e agronomia. Daí, escolhi a segunda. Então, falo que, por causa disso, meu hobby virou mecânica. Mas se tivesse feito mecânica, meu hobby teria sido um sítio (risos). Desde aquela época, mexia com moto, carro antigo. E quando as condições melhoraram, passei a comprar carros mais empoderados e comecei a correr. Aí me apaixonei de vez”, revela.
Ao falar sobre veículos “empoderados”, ele não usa apenas a força de expressão: já passaram pela sua garagem, modelos Jeep, Mitsubishi, Mustang, Ferrari, Maserati, Jaguar, Porsche e BMW, ainda que nem todos tenham sido testados em alta velocidade. No caso do Mustang, por exemplo, seu uso foi apenas em exposições.
“Comecei com rally, nos anos 90, por conta da usina, como forma de promover o álcool. A gente tinha uma Mitsubishi e fazíamos rally no Brasil inteiro. Depois de uns anos, cansei e comecei a ir para essas arrancadas de corrida, que eram legais. Aí passei de um Jeep para uma M5, que é uma BMW. Fui trocando e participando de provas. Era uma curtição minha”, lembra. Atualmente, ele acumula um Porsche GTS e uma BMW M2.
Certificado de velocidade Hugo Cagno | Crédito: Rafael Cautella
E foi assim, “só curtindo”, que o recorde de velocidade aconteceu em 2013 – sem a intenção, mas por paixão. “Nem costumava fazer essas provas de 1 milha. Mas aí falaram para eu tentar, porque meu carro fazia parte da categoria. Entrei de gaiato. E não é deu certo?!”, brinca, ao falar da conquista.
Acelerando nas pistas
Mas foi há cerca de sete anos que a velocidade invadiu de vez para o “passatempo” do empresário. Depois de algumas provas mistas – de arrancada e corrida –, ele entrou para o Porsche Club, um torneio pensado para donos de Porsche e realizado paralelamente a Porsche Cup, que é a competição profissional da montadora.
Hugo Cagno | Crédito: Rafael Cautella
“São dois dias de prova, nos quais corre-se o dia inteiro e corre todo mundo junto. É salve-se quem puder. O limite é o piloto que estabelece. Porque depende do braço, depende da coragem… os meus filhos, que têm participado comigo, andam melhor que eu. Brinco que eu vou mesmo ‘no peito e na raça’. Porque meu reflexo, por exemplo, já é diferente, por causa da idade. A gente tem que saber essas coisas. Temos que nos colocar os limites”, avalia Hugo, que divide a paixão com os dois filhos e os três netos, totalmente consciente dos perigos iminentes ao hobby.
O circuito da Porsche conta com cerca de seis provas por ano, nas categorias Iniciante, Turismo e Esporte, e não tem limite de participantes. “Já corri em prova que tinha 100 carros, e outras que tinham 40. Depende do momento. Mas tem um monte de regra que todo mundo deve respeitar”, explica o competidor.
Segundo Hugo, a partir desse movimento da Porsche (de criar uma corrida para não-profissionais), outras concessionárias perceberam o valor desse nicho de mercado – dos donos de carro de luxo com uma paixão por velocidade – e passaram a ter circuitos próprios. É o caso da Eurobike BMW, cujo circuito Hugo planeja participar pela 1ª vez em 2026 com a sua M2.
“Quando você está numa pista de corrida, você não consegue pensar em nada. Tem que estar totalmente centrado, senão você se machuca. Mas é uma adrenalina fantástica. Você sai da pista até descarregado. Cansado, mas ao mesmo tempo cheio de energia”.
Momentos de lazer em alta velocidade
Quando não está à frente dos negócios, o empresário Hugo Cagno encontra nas pistas de corrida uma maneira de desestressar e viver uma paixão antiga
Fixado na parede do seu escritório em Ribeirão Preto, o empresário Hugo Cagno tem um certificado concedido a poucos: o de recorde brasileiro de velocidade, ao alcançar 176,898km/h na distância de 1.609m (equivalente à 1 milha) pilotando uma BMW M5 FIO. Decididamente, um documento inesperado para o presidente de honra da 32ª Fenasucro & Agrocana e diretor executivo no setor sucroenergético.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento dado pela própria BMW não surpreende quem conhece Hugo fora do ambiente profissional, visto que, nos últimos anos, muito do seu tempo livre vem sendo passado nas pistas de corrida, onde sua paixão por carros, nascida ainda na juventude, evoluiu para um passatempo com muito mais adrenalina.
“Quando fiz o vestibular, há mais de 50 anos, prestei duas provas, para duas coisas que gostava: mecânica e agronomia. Daí, escolhi a segunda. Então, falo que, por causa disso, meu hobby virou mecânica. Mas se tivesse feito mecânica, meu hobby teria sido um sítio (risos). Desde aquela época, mexia com moto, carro antigo. E quando as condições melhoraram, passei a comprar carros mais empoderados e comecei a correr. Aí me apaixonei de vez”, revela.
Ao falar sobre veículos “empoderados”, ele não usa apenas a força de expressão: já passaram pela sua garagem, modelos Jeep, Mitsubishi, Mustang, Ferrari, Maserati, Jaguar, Porsche e BMW, ainda que nem todos tenham sido testados em alta velocidade. No caso do Mustang, por exemplo, seu uso foi apenas em exposições.
“Comecei com rally, nos anos 90, por conta da usina, como forma de promover o álcool. A gente tinha uma Mitsubishi e fazíamos rally no Brasil inteiro. Depois de uns anos, cansei e comecei a ir para essas arrancadas de corrida, que eram legais. Aí passei de um Jeep para uma M5, que é uma BMW. Fui trocando e participando de provas. Era uma curtição minha”, lembra. Atualmente, ele acumula um Porsche GTS e uma BMW M2.
E foi assim, “só curtindo”, que o recorde de velocidade aconteceu em 2013 – sem a intenção, mas por paixão. “Nem costumava fazer essas provas de 1 milha. Mas aí falaram para eu tentar, porque meu carro fazia parte da categoria. Entrei de gaiato. E não é deu certo?!”, brinca, ao falar da conquista.
Acelerando nas pistas
Mas foi há cerca de sete anos que a velocidade invadiu de vez para o “passatempo” do empresário. Depois de algumas provas mistas – de arrancada e corrida –, ele entrou para o Porsche Club, um torneio pensado para donos de Porsche e realizado paralelamente a Porsche Cup, que é a competição profissional da montadora.
“São dois dias de prova, nos quais corre-se o dia inteiro e corre todo mundo junto. É salve-se quem puder. O limite é o piloto que estabelece. Porque depende do braço, depende da coragem… os meus filhos, que têm participado comigo, andam melhor que eu. Brinco que eu vou mesmo ‘no peito e na raça’. Porque meu reflexo, por exemplo, já é diferente, por causa da idade. A gente tem que saber essas coisas. Temos que nos colocar os limites”, avalia Hugo, que divide a paixão com os dois filhos e os três netos, totalmente consciente dos perigos iminentes ao hobby.
O circuito da Porsche conta com cerca de seis provas por ano, nas categorias Iniciante, Turismo e Esporte, e não tem limite de participantes. “Já corri em prova que tinha 100 carros, e outras que tinham 40. Depende do momento. Mas tem um monte de regra que todo mundo deve respeitar”, explica o competidor.
Segundo Hugo, a partir desse movimento da Porsche (de criar uma corrida para não-profissionais), outras concessionárias perceberam o valor desse nicho de mercado – dos donos de carro de luxo com uma paixão por velocidade – e passaram a ter circuitos próprios. É o caso da Eurobike BMW, cujo circuito Hugo planeja participar pela 1ª vez em 2026 com a sua M2.
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