A especialista em franchising Camila Juliano enxerga a modalidade de investimento como um caminho para a realização do sonho do empreendedorismo
O sonho de empreender no Brasil segue vivo e cada vez mais brasileiros direciona esse desejo ao modelo de franquias, que atrai por proporcionar um caminho estruturado, com marcas e processos já testados e consolidados. Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias faturou R$ 273,083 bilhões em 2024 – um crescimento nominal de 13,5% em relação a 2023, representando um faturamento recorde do setor.
No entanto, mesmo com o crescimento robusto do setor, a decisão de investir em uma franquia exige cautela, planejamento e um bom assessoramento jurídico. Esse cenário favorável atrai muitas pessoas sem preparo adequado, o que aumenta o risco de arrependimentos e insucessos. Em um momento de transição econômica e tributária, a cautela, o planejamento e a assessoria especializada deixam de ser opcionais.
“Investir em uma franquia pode ser um excelente caminho para realizar o sonho do empreendedorismo, mas é preciso tratá-lo com a seriedade de um contrato de longo prazo. Uma decisão informada e planejada pode evitar dores de cabeça, prejuízos e frustrações no futuro”, afirma Camila Juliano, advogada especializada em franchising.
Para quem pensa em investir em uma franquia em 2026, existem cuidados essenciais que não podem ser negligenciados. A seguir, a advogada cita oito recomendações indispensáveis antes de assinar um contrato:
1. Leia com atenção a COF
A Circular de Oferta de Franquia (COF) contém todas as informações e condições do negócio, ignorá-la é como assinar um cheque em branco. A COF não pode ser vista como mero formalismo, já que é o documento que dá ao futuro franqueado a oportunidade de avaliar se o que está sendo prometido corresponde à realidade da rede.
2. Não subestime a análise do contrato
Muitos candidatos focam apenas nas cláusulas comerciais, mas negligenciam termos cruciais como rescisão, renovação, transferência da unidade e não-concorrência. Esses pontos podem determinar o futuro da operação ou até inviabilizá-la no longo prazo.
3. Converse com franqueados e ex-franqueados
A COF deve listar os contatos de todos os franqueados da rede, incluindo aqueles que se desligaram nos últimos 24 meses, o que significa uma oportunidade de ouro para checar a consistência entre promessas e prática. Conversar com quem já está ou esteve na rede permite ao candidato mensurar os riscos e desafios que não estão no papel, trazendo maior segurança à decisão.
4. Examine a saúde financeira da franqueadora
Os balanços e demonstrações financeiras relativos aos dois últimos exercícios fiscais também é outra obrigação legal que precisa estar inserida na COF. Avaliar a situação financeira da franqueadora permite entender sua lucratividade, capacidade de investimento e crescimento e, principalmente, a análise de risco do negócio.
5. Avalie com cuidado os custos
Não basta considerar a taxa de franquia: há custo de instalação, estoque inicial, capital de giro, royalties, fundo de marketing e outras despesas recorrentes. Uma franquia não é investimento passivo; é preciso estar preparado financeiramente para pelo menos 6 a 12 meses sem lucro, dependendo da operação.
6. Verifique o suporte e a estrutura operacional da franqueadora
Treinamentos, manuais, apoio em gestão, marketing e tecnologia devem existir e ser de qualidade. A reputação da marca, a rotatividade de franqueados e eventuais litígios internos devem ser avaliados com atenção.
7. Conte com assessoria jurídica especializada
A leitura técnica da COF e do contrato pode revelar cláusulas abusivas ou desequilibradas. Não existe situação em que a assessoria jurídica especializada em franchising seja dispensável no processo de aquisição de uma franquia.
8. Prepare-se para a mudança tributária de 2026
Com as propostas de reforma tributária (como CBS e IBS), é fundamental verificar, antes se a franqueadora atualizou suas projeções financeiras e se oferece suporte tributário, idealmente com apoio de um advogado especializado.
No que ficar atento antes de investir em uma franquia em 2026
A especialista em franchising Camila Juliano enxerga a modalidade de investimento como um caminho para a realização do sonho do empreendedorismo
O sonho de empreender no Brasil segue vivo e cada vez mais brasileiros direciona esse desejo ao modelo de franquias, que atrai por proporcionar um caminho estruturado, com marcas e processos já testados e consolidados. Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias faturou R$ 273,083 bilhões em 2024 – um crescimento nominal de 13,5% em relação a 2023, representando um faturamento recorde do setor.
No entanto, mesmo com o crescimento robusto do setor, a decisão de investir em uma franquia exige cautela, planejamento e um bom assessoramento jurídico. Esse cenário favorável atrai muitas pessoas sem preparo adequado, o que aumenta o risco de arrependimentos e insucessos. Em um momento de transição econômica e tributária, a cautela, o planejamento e a assessoria especializada deixam de ser opcionais.
“Investir em uma franquia pode ser um excelente caminho para realizar o sonho do empreendedorismo, mas é preciso tratá-lo com a seriedade de um contrato de longo prazo. Uma decisão informada e planejada pode evitar dores de cabeça, prejuízos e frustrações no futuro”, afirma Camila Juliano, advogada especializada em franchising.
Para quem pensa em investir em uma franquia em 2026, existem cuidados essenciais que não podem ser negligenciados. A seguir, a advogada cita oito recomendações indispensáveis antes de assinar um contrato:
1. Leia com atenção a COF
A Circular de Oferta de Franquia (COF) contém todas as informações e condições do negócio, ignorá-la é como assinar um cheque em branco. A COF não pode ser vista como mero formalismo, já que é o documento que dá ao futuro franqueado a oportunidade de avaliar se o que está sendo prometido corresponde à realidade da rede.
2. Não subestime a análise do contrato
Muitos candidatos focam apenas nas cláusulas comerciais, mas negligenciam termos cruciais como rescisão, renovação, transferência da unidade e não-concorrência. Esses pontos podem determinar o futuro da operação ou até inviabilizá-la no longo prazo.
3. Converse com franqueados e ex-franqueados
A COF deve listar os contatos de todos os franqueados da rede, incluindo aqueles que se desligaram nos últimos 24 meses, o que significa uma oportunidade de ouro para checar a consistência entre promessas e prática. Conversar com quem já está ou esteve na rede permite ao candidato mensurar os riscos e desafios que não estão no papel, trazendo maior segurança à decisão.
4. Examine a saúde financeira da franqueadora
Os balanços e demonstrações financeiras relativos aos dois últimos exercícios fiscais também é outra obrigação legal que precisa estar inserida na COF. Avaliar a situação financeira da franqueadora permite entender sua lucratividade, capacidade de investimento e crescimento e, principalmente, a análise de risco do negócio.
5. Avalie com cuidado os custos
Não basta considerar a taxa de franquia: há custo de instalação, estoque inicial, capital de giro, royalties, fundo de marketing e outras despesas recorrentes. Uma franquia não é investimento passivo; é preciso estar preparado financeiramente para pelo menos 6 a 12 meses sem lucro, dependendo da operação.
6. Verifique o suporte e a estrutura operacional da franqueadora
Treinamentos, manuais, apoio em gestão, marketing e tecnologia devem existir e ser de qualidade. A reputação da marca, a rotatividade de franqueados e eventuais litígios internos devem ser avaliados com atenção.
7. Conte com assessoria jurídica especializada
A leitura técnica da COF e do contrato pode revelar cláusulas abusivas ou desequilibradas. Não existe situação em que a assessoria jurídica especializada em franchising seja dispensável no processo de aquisição de uma franquia.
8. Prepare-se para a mudança tributária de 2026
Com as propostas de reforma tributária (como CBS e IBS), é fundamental verificar, antes se a franqueadora atualizou suas projeções financeiras e se oferece suporte tributário, idealmente com apoio de um advogado especializado.
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