Latas de suco ou refrigerantes e as famosas raspadinhas podem não ser tão inofensivas quanto parece, de acordo com especialista em higiene
Férias merecidas e nada melhor que curtir um dia de sol na praia. E nela, lá vem os vários petiscos gostosos, como as porções de camarão e até uma raspadinha. Tudo bem inofensivo. Mas será que é mesmo?
O biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, explica os perigos escondidos na praia quando o assunto é higiene e como evitar cometer esses erros. Veja a seguir:
1 – Lata de suco ou refrigerante
“As latinhas de bebidas estão relacionadas à Leptospirose. Existe uma bactéria, a Leptospira interrogans, causadora da doença, que pode sobreviver por 6 meses fora de seu hospedeiro (normalmente, o rato). Quando este roedor urina sobre as latas, o que pode acontecer, tendo em vista as práticas não muito adequadas de estocagem destes produtos, é que a bactéria fica na superfície. O contato da latinha contaminada com a mucosa bucal permite a penetração da bactéria ocasionando a Leptospirose.
Então, os cuidados, neste caso, seriam a prévia lavagem das latas com água corrente ou, então, o consumo com canudos (o que não dá para fazer com cervejas). Importante: devemos dar um nó nos canudos e amassar os copos descartáveis, pois ainda existe a prática do reaproveitamento desses materiais por parte de alguns ambulantes não-idôneos”.
2 – Camarão
“O camarão é rico no aminoácido histidina que, ao ser deteriorado por bactérias, como no caso de refrigeração não adequada ou envelhecimento, pode dar origem à histamina, substância que pode levar a processos semelhantes à alergia, com sudorese, aumento do calor e manchas avermelhadas no corpo (sobretudo costas e rosto), podendo levar até a problemas mais sérios, como edema de glote. Para evitar essa situação, observe o camarão antes de fritar. Qualquer alteração ou dúvida, não coma. A casca do camarão deve sair inteira e facilmente. Se estiver grudada na carne, também não devemos ingerir”.
3 – Raspadinha
“Trata-se de gelo moído com xarope adocicado imitando a frutas, algumas vezes adicionado de leite condensado e castanhas picadas, chocolate granulado, paçoca de amendoim ou mesmo amendoim picado. Crianças são consideradas grupos de risco, pois apresentam baixa resistência. É obrigatório que o gelo direcionado para consumo humano seja produzido com água potável, como no caso daquele que compramos fechado e que vem em forma de cubo. O gelo vendido em barra geralmente é direcionado somente para refrigeração e, como tal, muitas vezes não é obrigatório que seja produzido com água potável. Bactérias não morrem no congelamento, isto é, se a água utilizada estava contaminada, o gelo também vai estar.
É importante observar também as condições de higiene do carrinho e de quem manipula o produto. O leite condensado por exemplo, não pode estar na lata; precisa ser armazenado em um recipiente plástico, tipo bisnaga. Pode não parecer, mas se você não observar todos estes itens o risco é muito grande. Aproveite a praia sem correr riscos de intoxicação”.
Será que você está correndo riscos com o que consome na praia?
Latas de suco ou refrigerantes e as famosas raspadinhas podem não ser tão inofensivas quanto parece, de acordo com especialista em higiene
Férias merecidas e nada melhor que curtir um dia de sol na praia. E nela, lá vem os vários petiscos gostosos, como as porções de camarão e até uma raspadinha. Tudo bem inofensivo. Mas será que é mesmo?
O biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, explica os perigos escondidos na praia quando o assunto é higiene e como evitar cometer esses erros. Veja a seguir:
1 – Lata de suco ou refrigerante
“As latinhas de bebidas estão relacionadas à Leptospirose. Existe uma bactéria, a Leptospira interrogans, causadora da doença, que pode sobreviver por 6 meses fora de seu hospedeiro (normalmente, o rato). Quando este roedor urina sobre as latas, o que pode acontecer, tendo em vista as práticas não muito adequadas de estocagem destes produtos, é que a bactéria fica na superfície. O contato da latinha contaminada com a mucosa bucal permite a penetração da bactéria ocasionando a Leptospirose.
Então, os cuidados, neste caso, seriam a prévia lavagem das latas com água corrente ou, então, o consumo com canudos (o que não dá para fazer com cervejas). Importante: devemos dar um nó nos canudos e amassar os copos descartáveis, pois ainda existe a prática do reaproveitamento desses materiais por parte de alguns ambulantes não-idôneos”.
2 – Camarão
“O camarão é rico no aminoácido histidina que, ao ser deteriorado por bactérias, como no caso de refrigeração não adequada ou envelhecimento, pode dar origem à histamina, substância que pode levar a processos semelhantes à alergia, com sudorese, aumento do calor e manchas avermelhadas no corpo (sobretudo costas e rosto), podendo levar até a problemas mais sérios, como edema de glote. Para evitar essa situação, observe o camarão antes de fritar. Qualquer alteração ou dúvida, não coma. A casca do camarão deve sair inteira e facilmente. Se estiver grudada na carne, também não devemos ingerir”.
3 – Raspadinha
“Trata-se de gelo moído com xarope adocicado imitando a frutas, algumas vezes adicionado de leite condensado e castanhas picadas, chocolate granulado, paçoca de amendoim ou mesmo amendoim picado. Crianças são consideradas grupos de risco, pois apresentam baixa resistência. É obrigatório que o gelo direcionado para consumo humano seja produzido com água potável, como no caso daquele que compramos fechado e que vem em forma de cubo. O gelo vendido em barra geralmente é direcionado somente para refrigeração e, como tal, muitas vezes não é obrigatório que seja produzido com água potável. Bactérias não morrem no congelamento, isto é, se a água utilizada estava contaminada, o gelo também vai estar.
É importante observar também as condições de higiene do carrinho e de quem manipula o produto. O leite condensado por exemplo, não pode estar na lata; precisa ser armazenado em um recipiente plástico, tipo bisnaga. Pode não parecer, mas se você não observar todos estes itens o risco é muito grande. Aproveite a praia sem correr riscos de intoxicação”.
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