O envelhecimento não é mais o mesmo! A “New Older Living Trend” ou NOLT surge para renomear os 60+ que não pretendem ficar parados tão cedo
Antes, imaginar uma pessoa com cerca de 60 anos significava imaginar alguém de cabelo branco, um corpo certamente marcado pelo tempo, mobilidade reduzida, provavelmente com a necessidade de óculos e alguns remédios para administrar. Mas, hoje, a realidade não poderia ser mais diferente! Mudou tanto que os idosos de antigamente agora querem ser chamados de NOLT, sigla inglês do movimento “New Older Living Trend”.
A tendência, que surgiu nas redes sociais, revela uma verdade já concretizada: o ato de envelhecer mudou, e o mundo precisa mudar também.
E pesquisas já refletem essa realidade. Em 2024, por exemplo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que 1 a cada 4 pessoas com 60 anos ou mais continuava trabalhando. O mesmo instituto também indicou que, até 2070, o Brasil terá cerca de 37,8% da sua população nesta faixa etária. Para efeito de comparação, no ano em que as projeções foram feitas, essa porcentagem estava em 16,1% – um aumento de 27%.
Fisioterapeuta e modelo Rose Abbud
Ou seja: a população está envelhecendo sim, mas não como antes. A fisioterapeuta e modeloRose Abbud contou para o Portal Zumm que passar pelo envelhecimento tem trazido ganhos valiosos.
“Sinto que me tornei uma mulher muito mais assertiva nas minhas decisões e escolhas, e mais resiliente diante da vida”, avalia.
O que é ser NOLT?
Nas redes sociais, os internautas descrevem os NOLTs como uma nova forma de viver a maturidade. Uma forma mais ativa e cheia de propósito, marcada pelo aprendizado contínuo, pela reinvenção profissional, pelo cuidado com a saúde física e emocional, e pelo fortalecimento das relações sociais.
É uma geração que não tem o menor interesse em ser jogada para escanteio ou invalidada tão cedo.
“O que mudou radicalmente para melhor foi o meu senso de prioridade. Ao buscar um estilo de vida saudável, um acompanhamento médico integrativo e fortalecer minha relação com Deus, redescobri uma vitalidade que não achei que teria nessa fase”, afirmou Rose.
De acordo com a também influenciadora, ela passou a ver a sua rotina com mais delicadeza, e a cuidar de si mesma por amor, não por obrigação. “Tudo mudou porque aprendi que investir na minha longevidade, com fé, e isso me dá a base para aproveitar oportunidades que nem imaginava que surgiriam nessa fase”, complementou.
Se organizando entre o seu estúdio de Pilates (que é exclusivo para mulheres 50+), aulas de piano, leitura e um grupo de amigas de diferentes gerações com as quais mantêm bastante proximidade, Rose também faz acompanhamento com uma ginecologista integrativa, focada em medicina regenerativa e longevidade. “Esse cuidado foi o divisor de águas para recuperar meu bem-estar e seguir vivendo novas experiências com energia e confiança”.
Para ela, todas essas atividades formam uma rede de apoio essencial para o seu bem-estar. “O Pilates fortalece o corpo e aumenta a disposição; as conversas com amigas renovam as ideias e trazem alegria. Já o acompanhamento médico me dá segurança e confiança para enfrentar as mudanças do envelhecer. Juntos, eles me mostram que estar bem é uma escolha diária e ativa”.
Daline Hällbom
Mais que uma mudança de comportamento
Daline Hällbom, CEO de uma empresa dedicada ao desenvolvimento de moradias voltadas à longevidade ativa, conta que a tendência NOLT já chegou até ao mercado imobiliário.
“No Brasil, o termo Senior Living ainda é frequentemente associado a modelos assistidos, soluções híbridas ou estruturas institucionalizadas, o que gera resistência cultural e ruído de posicionamento. Já nos mercados mais maduros, o Senior Living é entendido como um espectro claro, que começa na vida independente e evolui, quando necessário, para níveis maiores de suporte”, explica.
Nesse cenário, ela aponta que o NOLT surge menos como uma ruptura e mais como um “ajuste de lente” no contexto brasileiro. “A casa deixa de ser pensada para ‘quando algo faltar’ e passa a ser desenhada para acompanhar o tempo, o corpo e os ciclos da vida”.
Por fim, Daline avalia que existe uma demanda estrutural reprimida no Brasil: a de pessoas que desejam morar bem, enquanto estão ativas – sem abrir mão de autonomia, vínculos e sentido de vida. “Ignorar esse movimento é correr o risco de desenvolver empreendimentos que não foram pensados para o tempo”, alerta.
Idoso é conceito do passado; a tendência agora é ser NOLT
O envelhecimento não é mais o mesmo! A “New Older Living Trend” ou NOLT surge para renomear os 60+ que não pretendem ficar parados tão cedo
Antes, imaginar uma pessoa com cerca de 60 anos significava imaginar alguém de cabelo branco, um corpo certamente marcado pelo tempo, mobilidade reduzida, provavelmente com a necessidade de óculos e alguns remédios para administrar. Mas, hoje, a realidade não poderia ser mais diferente! Mudou tanto que os idosos de antigamente agora querem ser chamados de NOLT, sigla inglês do movimento “New Older Living Trend”.
A tendência, que surgiu nas redes sociais, revela uma verdade já concretizada: o ato de envelhecer mudou, e o mundo precisa mudar também.
E pesquisas já refletem essa realidade. Em 2024, por exemplo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que 1 a cada 4 pessoas com 60 anos ou mais continuava trabalhando. O mesmo instituto também indicou que, até 2070, o Brasil terá cerca de 37,8% da sua população nesta faixa etária. Para efeito de comparação, no ano em que as projeções foram feitas, essa porcentagem estava em 16,1% – um aumento de 27%.
Ou seja: a população está envelhecendo sim, mas não como antes. A fisioterapeuta e modelo Rose Abbud contou para o Portal Zumm que passar pelo envelhecimento tem trazido ganhos valiosos.
O que é ser NOLT?
Nas redes sociais, os internautas descrevem os NOLTs como uma nova forma de viver a maturidade. Uma forma mais ativa e cheia de propósito, marcada pelo aprendizado contínuo, pela reinvenção profissional, pelo cuidado com a saúde física e emocional, e pelo fortalecimento das relações sociais.
É uma geração que não tem o menor interesse em ser jogada para escanteio ou invalidada tão cedo.
“O que mudou radicalmente para melhor foi o meu senso de prioridade. Ao buscar um estilo de vida saudável, um acompanhamento médico integrativo e fortalecer minha relação com Deus, redescobri uma vitalidade que não achei que teria nessa fase”, afirmou Rose.
De acordo com a também influenciadora, ela passou a ver a sua rotina com mais delicadeza, e a cuidar de si mesma por amor, não por obrigação. “Tudo mudou porque aprendi que investir na minha longevidade, com fé, e isso me dá a base para aproveitar oportunidades que nem imaginava que surgiriam nessa fase”, complementou.
Se organizando entre o seu estúdio de Pilates (que é exclusivo para mulheres 50+), aulas de piano, leitura e um grupo de amigas de diferentes gerações com as quais mantêm bastante proximidade, Rose também faz acompanhamento com uma ginecologista integrativa, focada em medicina regenerativa e longevidade. “Esse cuidado foi o divisor de águas para recuperar meu bem-estar e seguir vivendo novas experiências com energia e confiança”.
Para ela, todas essas atividades formam uma rede de apoio essencial para o seu bem-estar. “O Pilates fortalece o corpo e aumenta a disposição; as conversas com amigas renovam as ideias e trazem alegria. Já o acompanhamento médico me dá segurança e confiança para enfrentar as mudanças do envelhecer. Juntos, eles me mostram que estar bem é uma escolha diária e ativa”.
Mais que uma mudança de comportamento
Daline Hällbom, CEO de uma empresa dedicada ao desenvolvimento de moradias voltadas à longevidade ativa, conta que a tendência NOLT já chegou até ao mercado imobiliário.
“No Brasil, o termo Senior Living ainda é frequentemente associado a modelos assistidos, soluções híbridas ou estruturas institucionalizadas, o que gera resistência cultural e ruído de posicionamento. Já nos mercados mais maduros, o Senior Living é entendido como um espectro claro, que começa na vida independente e evolui, quando necessário, para níveis maiores de suporte”, explica.
Nesse cenário, ela aponta que o NOLT surge menos como uma ruptura e mais como um “ajuste de lente” no contexto brasileiro. “A casa deixa de ser pensada para ‘quando algo faltar’ e passa a ser desenhada para acompanhar o tempo, o corpo e os ciclos da vida”.
Por fim, Daline avalia que existe uma demanda estrutural reprimida no Brasil: a de pessoas que desejam morar bem, enquanto estão ativas – sem abrir mão de autonomia, vínculos e sentido de vida. “Ignorar esse movimento é correr o risco de desenvolver empreendimentos que não foram pensados para o tempo”, alerta.
Leia também
Réveillon 2025: as principais tendências de beleza para a virada
Quando pensamos em beleza, o que mais esteve em evidência nesse ano …
RibeirãoShopping sedia exposição com 96 carros antigos e um leilão inédito
Mostra reúne coleção de modelos antigos e históricos no estacionamento G2 e …
O desafio de recomeçar os exercícios físicos
Talvez o segredo esteja em ressignificar as pausas. Elas não são fracassos, …
Que tal ter um hobby? Profissionais revelam os benefícios da atividade
Ter um hobby é uma forma de ocupar o seu tempo com …