Nesta edição, nos unimos e compartilhamos o espaço para contar a experiência de levar um grupo de mulheres para correr a Meia Maratona de Lima
Por Marina Kocourek e Salma Tannure*
Levar mulheres para correr pelo mundo sempre foi um sonho que ia além do desafio em si; é um projeto que propõe liberdade, amizade, autoconhecimento e movimento – e foi justamente essa a essência do roteiro que organizamos para levar um grupo de mulheres para correr a Meia Maratona de Lima, na capital do Peru, em maio deste ano.
Assim como neste texto, nos unimos, 220 Volts e Flytour, para garantir que a experiência da corrida não fosse uma viagem qualquer. A 220 Volts colocou o olhar sobre o grupo, seus desejos, limites, identidade (enquanto coletivo de mulheres atletas); e a Flytour traduziu tudo isso em logística, curadoria e execução. Juntas, as duas marcas permitiram que as corredoras se preocupassem apenas com viver cada momento intensamente.
“O Peru nos entregou muito mais que uma meia maratona; foi uma troca genuína de amizade, conexão, paisagens que tiram o fôlego, descobertas e imersão na história fascinante do Império Inca. Voltamos com a medalha no peito, mas, principalmente, com o coração cheio de experiências inesquecíveis”, conta a nossa amiga, advogada e publicitária Ana Claudia Scardoeli.
A experiência começou até mesmo antes do embarque e, assim como as outras viagens, buscou transformar a corrida em uma memória coletiva e fazer com que cada atleta voltasse para casa não apenas com uma medalha, mas com histórias, amizades e lembranças que permanecerão muito depois do último quilômetro.
Ao todo, foram 20 mulheres, entre atletas, profissionais e amigas, que embarcaram juntas rumo ao Peru com a meta de cruzar a linha de chegada dos 21K, cercadas pelas paisagens mais bonitas da capital peruana. Acontece que, para nós, não basta promover uma viagem para corredoras; é preciso entender como cada uma chega a esse momento, o que precisa encontrar ao terminar e que tipo de experiência fará a viagem valer muito mais que a prova em si.
Circuito de experiências
Antes mesmo da largada, as atletas participaram de encontros de preparação, receberam informações detalhadas sobre a prova, o destino e seus desafios – tudo isso com o apoio de especialistas, profissionais do turismo esportivo e corredores experientes que compartilharam conhecimento e ajudaram a deixar cada participante mais segura e confiante para viver a experiência.
Sabemos que os detalhes que fazem diferença não estão só na preparação técnica. Ao longo da viagem, promovemos homenagens, presentes-surpresa, momentos de celebração e pequenos cuidados que criaram conexões genuínas entre o grupo. Gestos que transformaram uma viagem esportiva em uma experiência de pertencimento.
A segurança também foi uma premissa inegociável desde o primeiro rascunho do roteiro: não à toa escolhemos uma hospedagem em Miraflores, o bairro mais seguro e vibrante de Lima. Apesar dessa escolha, isso não engessou o grupo; muito pelo contrário, permitiu garantir que cada mulher exercesse a sua liberdade para explorar o espaço com tranquilidade.
A tarde livre depois do almoço, num restaurante à beira do penhasco, com vista panorâmica para o Pacífico, foi um presente intencional de tempo não programado, para caminhar, respirar o mar e chegar à prova no estado certo.
Como tivemos algumas mulheres que escolheram estender a viagem, tomamos ainda mais cuidado com a questão da altitude, já que Cusco fica a 3.400 metros, o que pode comprometer a viagem se ignorado. Dessa forma, toda a chegada à cidade foi planejada para a aclimatação: refeições leves, hidratação intensa e descanso.
Outro destaque que compôs a experiência foi a alimentação, ou melhor dizendo, a gastronomia. Lima é hoje reconhecida como uma das maiores capitais gastronômicas do mundo, e seria desperdício não fazer disso parte da viagem. A curadoria para atletas, no entanto, carrega uma responsabilidade a mais já que a alimentação nos dias anteriores à prova deve ser estratégica e qualquer deslize pode impactar o desempenho.
O grupo que desceu do avião, de volta ao Brasil, estava muito cansado, mas do jeito certo: com aquele sorriso de quem deu tudo em cada quilômetro e ainda ficou de boca aberta diante das ruínas Incas.
Para nós, ficou a prova de que, quando duas marcas trabalham com sinergia e propósito compartilhado, o que se cria vai muito além de uma viagem organizada; vira memória, vira conquista, e vira o início da próxima experiência.
* Marina Kocourek é atleta e empresária da 220 Volts, agência de viagens que leva mulheres para correr em diferentes lugares do mundo.
Bastidores de uma viagem para elas
Nesta edição, nos unimos e compartilhamos o espaço para contar a experiência de levar um grupo de mulheres para correr a Meia Maratona de Lima
Por Marina Kocourek e Salma Tannure*
Levar mulheres para correr pelo mundo sempre foi um sonho que ia além do desafio em si; é um projeto que propõe liberdade, amizade, autoconhecimento e movimento – e foi justamente essa a essência do roteiro que organizamos para levar um grupo de mulheres para correr a Meia Maratona de Lima, na capital do Peru, em maio deste ano.
Assim como neste texto, nos unimos, 220 Volts e Flytour, para garantir que a experiência da corrida não fosse uma viagem qualquer. A 220 Volts colocou o olhar sobre o grupo, seus desejos, limites, identidade (enquanto coletivo de mulheres atletas); e a Flytour traduziu tudo isso em logística, curadoria e execução. Juntas, as duas marcas permitiram que as corredoras se preocupassem apenas com viver cada momento intensamente.
“O Peru nos entregou muito mais que uma meia maratona; foi uma troca genuína de amizade, conexão, paisagens que tiram o fôlego, descobertas e imersão na história fascinante do Império Inca. Voltamos com a medalha no peito, mas, principalmente, com o coração cheio de experiências inesquecíveis”, conta a nossa amiga, advogada e publicitária Ana Claudia Scardoeli.
A experiência começou até mesmo antes do embarque e, assim como as outras viagens, buscou transformar a corrida em uma memória coletiva e fazer com que cada atleta voltasse para casa não apenas com uma medalha, mas com histórias, amizades e lembranças que permanecerão muito depois do último quilômetro.
Ao todo, foram 20 mulheres, entre atletas, profissionais e amigas, que embarcaram juntas rumo ao Peru com a meta de cruzar a linha de chegada dos 21K, cercadas pelas paisagens mais bonitas da capital peruana. Acontece que, para nós, não basta promover uma viagem para corredoras; é preciso entender como cada uma chega a esse momento, o que precisa encontrar ao terminar e que tipo de experiência fará a viagem valer muito mais que a prova em si.
Circuito de experiências
Antes mesmo da largada, as atletas participaram de encontros de preparação, receberam informações detalhadas sobre a prova, o destino e seus desafios – tudo isso com o apoio de especialistas, profissionais do turismo esportivo e corredores experientes que compartilharam conhecimento e ajudaram a deixar cada participante mais segura e confiante para viver a experiência.
Sabemos que os detalhes que fazem diferença não estão só na preparação técnica. Ao longo da viagem, promovemos homenagens, presentes-surpresa, momentos de celebração e pequenos cuidados que criaram conexões genuínas entre o grupo. Gestos que transformaram uma viagem esportiva em uma experiência de pertencimento.
A segurança também foi uma premissa inegociável desde o primeiro rascunho do roteiro: não à toa escolhemos uma hospedagem em Miraflores, o bairro mais seguro e vibrante de Lima. Apesar dessa escolha, isso não engessou o grupo; muito pelo contrário, permitiu garantir que cada mulher exercesse a sua liberdade para explorar o espaço com tranquilidade.
A tarde livre depois do almoço, num restaurante à beira do penhasco, com vista panorâmica para o Pacífico, foi um presente intencional de tempo não programado, para caminhar, respirar o mar e chegar à prova no estado certo.
Como tivemos algumas mulheres que escolheram estender a viagem, tomamos ainda mais cuidado com a questão da altitude, já que Cusco fica a 3.400 metros, o que pode comprometer a viagem se ignorado. Dessa forma, toda a chegada à cidade foi planejada para a aclimatação: refeições leves, hidratação intensa e descanso.
Outro destaque que compôs a experiência foi a alimentação, ou melhor dizendo, a gastronomia. Lima é hoje reconhecida como uma das maiores capitais gastronômicas do mundo, e seria desperdício não fazer disso parte da viagem. A curadoria para atletas, no entanto, carrega uma responsabilidade a mais já que a alimentação nos dias anteriores à prova deve ser estratégica e qualquer deslize pode impactar o desempenho.
O grupo que desceu do avião, de volta ao Brasil, estava muito cansado, mas do jeito certo: com aquele sorriso de quem deu tudo em cada quilômetro e ainda ficou de boca aberta diante das ruínas Incas.
Para nós, ficou a prova de que, quando duas marcas trabalham com sinergia e propósito compartilhado, o que se cria vai muito além de uma viagem organizada; vira memória, vira conquista, e vira o início da próxima experiência.
* Marina Kocourek é atleta e empresária da 220 Volts, agência de viagens que leva mulheres para correr em diferentes lugares do mundo.
* Salma Tannure é diretora comercial da Flytour Serviços de Viagens do Iguatemi Ribeirão Preto, especialista em curadoria e gestão de roteiros personalizados.
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