Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, explica como a cafeína pode atuar na rotina de cuidados e por que identificar a causa da queda continua sendo o 1º passo
A cafeína, conhecida por fazer parte da rotina de quem precisa de mais energia pela manhã, ganhou espaço também no universo dos cuidados capilares. O ativo vem sendo estudado por sua atuação sobre o folículo e aparece em fórmulas desenvolvidas para auxiliar na prevenção e no controle da queda hereditária, especialmente masculina. A novidade reacende uma discussão importante: um ingrediente presente no shampoo pode, de fato, fazer diferença na saúde dos cabelos?
Para Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, a resposta passa menos pela promessa de um produto milagroso e mais pela forma como o couro cabeludo é tratado. “Quando falamos de queda, precisamos olhar 1º para a raiz e para o couro cabeludo. O shampoo não deve ser visto como uma solução isolada, mas como parte de uma rotina de cuidado. A cafeína é um ativo interessante porque existem estudos sobre sua atuação no folículo, mas o resultado depende também da constância, da forma de uso e, principalmente, da causa daquela queda”, explica.
A chamada “queda hereditária”, também conhecida como “alopecia androgenética”, possui relação com fatores genéticos e hormonais, e costuma apresentar evolução progressiva. No caso de produtos com cafeína, a proposta é atuar topicamente no couro cabeludo, contribuindo para manter a atividade dos folículos que ainda estão preservados.
Erros e acertos
Segundo a terapeuta, existe ainda um erro bastante comum na rotina: acreditar que quanto mais forte ou mais agressivo for o shampoo, melhor será o resultado. “Cabelo saudável começa com um couro cabeludo equilibrado. Não adianta escolher um produto pensando apenas no que está escrito na embalagem e esquecer como está a sua raiz. Oleosidade excessiva, descamação, sensibilidade e queda são sinais que precisam ser observados. A gente não trata cabelo olhando só para o comprimento”, afirma.
Outro ponto importante é o tempo de contato do produto com o couro cabeludo. No caso de fórmulas específicas de cafeína, há recomendações de permanência durante a lavagem para permitir a atuação do ativo. “Não existe cuidado capilar que funcione de um dia para o outro. O folículo tem um ciclo e o cabelo responde a uma rotina. É aquela história: não adianta fazer tudo certo uma vez e abandonar depois. Constância é uma das palavras mais importantes quando falamos em saúde capilar.”
Mari também reforça que perceber uma queda persistente exige atenção. “Encontrar alguns fios no banho é diferente de perceber uma mudança real na densidade, no volume ou no padrão de crescimento. Quando a pessoa nota que a queda está aumentando ou que existem áreas ficando mais aparentes, esse é o momento de investigar. Quanto antes entendermos o que está acontecendo, melhor.”
Fatores como alimentação inadequada, estresse, alterações hormonais e outras condições podem interferir no ciclo capilar, aponta a visagista. Por isso, em entrevistas recentes, Mari tem reforçado justamente a importância de observar o organismo como um todo antes de buscar soluções isoladas para os fios.
“Meu principal conselho é não esperar o cabelo ficar visivelmente mais ralo para começar a cuidar. Prevenção é sempre mais inteligente do que tentar recuperar depois. E quando existe uma queda persistente, o acompanhamento adequado faz toda a diferença para entender o que realmente precisa ser tratado”, finaliza.
Como a cafeína pode atuar contra a queda de cabelo?
Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, explica como a cafeína pode atuar na rotina de cuidados e por que identificar a causa da queda continua sendo o 1º passo
A cafeína, conhecida por fazer parte da rotina de quem precisa de mais energia pela manhã, ganhou espaço também no universo dos cuidados capilares. O ativo vem sendo estudado por sua atuação sobre o folículo e aparece em fórmulas desenvolvidas para auxiliar na prevenção e no controle da queda hereditária, especialmente masculina. A novidade reacende uma discussão importante: um ingrediente presente no shampoo pode, de fato, fazer diferença na saúde dos cabelos?
Para Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, a resposta passa menos pela promessa de um produto milagroso e mais pela forma como o couro cabeludo é tratado. “Quando falamos de queda, precisamos olhar 1º para a raiz e para o couro cabeludo. O shampoo não deve ser visto como uma solução isolada, mas como parte de uma rotina de cuidado. A cafeína é um ativo interessante porque existem estudos sobre sua atuação no folículo, mas o resultado depende também da constância, da forma de uso e, principalmente, da causa daquela queda”, explica.
A chamada “queda hereditária”, também conhecida como “alopecia androgenética”, possui relação com fatores genéticos e hormonais, e costuma apresentar evolução progressiva. No caso de produtos com cafeína, a proposta é atuar topicamente no couro cabeludo, contribuindo para manter a atividade dos folículos que ainda estão preservados.
Erros e acertos
Segundo a terapeuta, existe ainda um erro bastante comum na rotina: acreditar que quanto mais forte ou mais agressivo for o shampoo, melhor será o resultado. “Cabelo saudável começa com um couro cabeludo equilibrado. Não adianta escolher um produto pensando apenas no que está escrito na embalagem e esquecer como está a sua raiz. Oleosidade excessiva, descamação, sensibilidade e queda são sinais que precisam ser observados. A gente não trata cabelo olhando só para o comprimento”, afirma.
Outro ponto importante é o tempo de contato do produto com o couro cabeludo. No caso de fórmulas específicas de cafeína, há recomendações de permanência durante a lavagem para permitir a atuação do ativo. “Não existe cuidado capilar que funcione de um dia para o outro. O folículo tem um ciclo e o cabelo responde a uma rotina. É aquela história: não adianta fazer tudo certo uma vez e abandonar depois. Constância é uma das palavras mais importantes quando falamos em saúde capilar.”
Mari também reforça que perceber uma queda persistente exige atenção. “Encontrar alguns fios no banho é diferente de perceber uma mudança real na densidade, no volume ou no padrão de crescimento. Quando a pessoa nota que a queda está aumentando ou que existem áreas ficando mais aparentes, esse é o momento de investigar. Quanto antes entendermos o que está acontecendo, melhor.”
Fatores como alimentação inadequada, estresse, alterações hormonais e outras condições podem interferir no ciclo capilar, aponta a visagista. Por isso, em entrevistas recentes, Mari tem reforçado justamente a importância de observar o organismo como um todo antes de buscar soluções isoladas para os fios.
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