Apesar dos efeitos positivos dos novos medicamentos contra a obesidade, o uso indiscriminado de canetas emagrecedoras oferece perigos físicos e psicológicos
Por Vivian Cognetti
Vivian Congnetti | Créditos: Aline Canassa
Na edição anterior da Life Zumm, falei sobre a febre das canetas emagrecedoras, destacando pontos positivos e seus impactos sobre quem faz uso delas. Hoje, venho repercutir os efeitos adversos que precisam ser discutidos.
Um deles é a perda progressiva de massa e força muscular, condição que pode evoluir para sarcopenia. Isso acontece especialmente quando, em função da redução importante do apetite, a pessoa passa a ingerir quantidades insuficientes de calorias e, principalmente, de proteínas.
As repercussões são significativas: maior risco de quedas e fraturas, perda de independência, redução da mobilidade, fragilidade física, dificuldade para realizar atividades diárias, hospitalizações mais frequentes e aumento do risco de mortalidade.
Por isso, emagrecer sem estratégia nutricional adequada pode significar perder, junto com a gordura, músculo, funcionalidade e saúde.
Associado a esse fenômeno, observamos o retorno de um padrão estético muito semelhante ao dos anos 90: a magreza excessiva e a falsa conexão entre aparência enxuta, disciplina e sucesso. Especialistas já apontam esse movimento como um novo culto à magreza, agora disfarçado pelo discurso de bem-estar, performance e autocuidado.
Em muitos casos, a busca pela magreza excessiva pode refletir sofrimento psíquico, distorção de imagem corporal e necessidade de validação externa.
O problema, portanto, não está nas canetas emagrecedoras em si. Quando bem indicadas, representam uma ferramenta valiosa no tratamento da obesidade, resistência insulínica e outras condições metabólicas. O ponto crítico surge quando a prescrição clínica dá lugar ao uso estético indiscriminado, sobretudo em pessoas sem indicação real, movidas pela urgência de se encaixar em um padrão corporal e pela busca de pertencimento social.
Outro dado que merece atenção é o alto índice de re-ganho de peso após a suspensão da medicação, o que reforça uma verdade já conhecida: a mudança de estilo de vida continua sendo o pilar central do emagrecimento saudável e sustentável.
Vivian Cognetti Nutricionista integrativa e psicanalista (16) 98229.5482 @viviancognetti
A volta da magreza extrema
Apesar dos efeitos positivos dos novos medicamentos contra a obesidade, o uso indiscriminado de canetas emagrecedoras oferece perigos físicos e psicológicos
Por Vivian Cognetti
Na edição anterior da Life Zumm, falei sobre a febre das canetas emagrecedoras, destacando pontos positivos e seus impactos sobre quem faz uso delas. Hoje, venho repercutir os efeitos adversos que precisam ser discutidos.
Um deles é a perda progressiva de massa e força muscular, condição que pode evoluir para sarcopenia. Isso acontece especialmente quando, em função da redução importante do apetite, a pessoa passa a ingerir quantidades insuficientes de calorias e, principalmente, de proteínas.
As repercussões são significativas: maior risco de quedas e fraturas, perda de independência, redução da mobilidade, fragilidade física, dificuldade para realizar atividades diárias, hospitalizações mais frequentes e aumento do risco de mortalidade.
Por isso, emagrecer sem estratégia nutricional adequada pode significar perder, junto com a gordura, músculo, funcionalidade e saúde.
Associado a esse fenômeno, observamos o retorno de um padrão estético muito semelhante ao dos anos 90: a magreza excessiva e a falsa conexão entre aparência enxuta, disciplina e sucesso. Especialistas já apontam esse movimento como um novo culto à magreza, agora disfarçado pelo discurso de bem-estar, performance e autocuidado.
Em muitos casos, a busca pela magreza excessiva pode refletir sofrimento psíquico, distorção de imagem corporal e necessidade de validação externa.
O problema, portanto, não está nas canetas emagrecedoras em si. Quando bem indicadas, representam uma ferramenta valiosa no tratamento da obesidade, resistência insulínica e outras condições metabólicas. O ponto crítico surge quando a prescrição clínica dá lugar ao uso estético indiscriminado, sobretudo em pessoas sem indicação real, movidas pela urgência de se encaixar em um padrão corporal e pela busca de pertencimento social.
Outro dado que merece atenção é o alto índice de re-ganho de peso após a suspensão da medicação, o que reforça uma verdade já conhecida: a mudança de estilo de vida continua sendo o pilar central do emagrecimento saudável e sustentável.
Vivian Cognetti
Nutricionista integrativa e psicanalista
(16) 98229.5482
@viviancognetti
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